sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Crianças aprendem senso de humor com os pais, diz estudo

Reação dos pais diante de acontecimentos é referência para os bebês definirem o que é engraçado, mas aos 12 meses eles já têm “opinião própria”

Thais Paiva

OK. Dizer que você é exemplo para o seu filho soa bem clichê. Mas já parou para pensar que até o senso de humor é algo que ele pode aprender com você? É exatamente isso que um estudo preliminar de pesquisadores da Johnson State College e University of New Hampshire, nos Estados Unidos está descobrindo em suas pesquisas.

Para entender como se desenvolve o senso de humor das crianças, eles analisaram 30 bebês em duas fases da vida deles – com 6 meses e 1 ano. As experiências se basearam em duas situações: na primeira, o pesquisador mostrava para as crianças uma figura de um livro e, depois, uma pequena bola vermelha. Em seguida, os mesmos eventos ganharam evidência. O pesquisador balançava o livro aberto na cabeça enquanto dizia "Zoop! Zoop!" e colocava a bola vermelha no nariz e falava "Beep! Beep!".

Diante das cenas, os pais foram instruídos a ter duas posturas: apontar e rir do pesquisador ou permanecer sem expressões. O resultado mostrou que, aos 6 meses, os bebês se interessavam sozinhos mais para aquilo que era considerado um evento absurdo, mas ficavam mais curiosos ao ver os pais rindo de uma situação engraçada.

Já com 1 ano, as crianças riram daqueles eventos absurdos, mesmo quando seus pais não demonstraram qualquer reação. Segundo os cientistas americanos, o senso de humor também entra no quesito “referências sociais” que os filhos ganham a partir dos pais. “Nossa descoberta sugere que aos 6 meses as crianças começam a ver os pais como fonte de informação emocional”, disse Gina Mireault, um dos autores do estudo, em entrevista ao jornal britânico Telegraph. O especialista reforça que já era conhecido que aos 8 meses os filhos observam a reação dos pais para determinar se uma situação é considerada perigosa ou ameaçadora, mas o que não se sabia era que essas referências aconteciam mais cedo ou em outras situações.

Segundo a psicóloga Patrícia Bader, do Hospital São Luiz (SP), durante a primeira infância o senso de humor é muito primitivo, já que a criança é incapaz de entender metáforas elaboradas. “Ela vai achar graça, principalmente, do que os outros riem, num processo de imitação, e de coisas mais exageradas, alegóricas, como é a figura do palhaço, por exemplo.

Mas, a partir dos 8 meses, ela começa a se perceber e interagir com os outros, desenvolvendo a noção de humor”, explica. E nessa fase, diz Patrícia, a criança passa a desenvolver um repertório de referências em sua memória, a partir do que vivenciaram até então – e é ele que vai ajudá-la a saber como deve se comportar diante de algumas situações.

A psicóloga reforça, ainda, que o senso de humor de fato só será desenvolvido mesmo quando há domínio das habilidades cognitivas e de linguagem, principalmente metáforas, ironias, o que vai acontecer bem mais tarde, cuja idade varia de criança para criança.

Vale lembrar que não é só no começo de vida que o seu filho vai ter você como principal fonte de referência. Os pais serão exemplo sempre. “Crianças são influenciadas pela forma como os pais encaram a vida. Um ambiente propício ao bom humor é essencial na hora de ensinar seu filho a rir da vida e de si próprio”, acredita a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo (SP).

E ela completa: “Uma criança que lida positivamente com suas emoções têm menos chances de desenvolver problemas psicológicos no futuro. O bom humor funciona como vacina para diversos males”. Quer motivo melhor para dar risada?

Fonte: Crescer Online

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O que é melhor? Chupeta ou dedo?


Os bebês usam a sucção para se acalmar. O hábito vem desde o útero materno --há até quem consiga ver o filho chupando o dedo durante um ultra-som na gravidez --, e é a forma como muitas crianças lidam com a tensão.

Há muitas vantagem em deixar o bebê chupar o dedo em vez de usar uma chupeta: os dedos estão sempre disponíveis, não caem no chão, não são presos de forma potencialmente perigosa à roupa da criança e estão sempre sob o controle dela.

É um hábito que geralmente vai embora sozinho quando a criança desenvolve outras formas de se confortar, por volta de 4 ou 5 anos, embora muitas delas acabem chupando o dedo à noite ou em situações de mais ansiedade ou estresse por anos a fio.

Se seu filho chora muito e demonstra ser mais "sugador", a chupeta também pode ser uma maneira eficiente de acalmá-lo e de dar um respiro para toda a família. Saiba, contudo, que há uma ligação entre o uso frequente de chupeta e a ocorrência de otites. Acredita-se que a sucção da chupeta eleve a chances de uma infecção migrar da boca para a tuba auditiva (trompa de Eustáquio). Para minimizar os riscos, tente limitar o uso da chupeta, como, por exemplo, só oferecendo-a na hora de dormir.

E é também neste momento que a chupeta é apontada por algumas pesquisas como um fator que ajuda a prevenir a síndrome da morte súbita infantil (SIDS, na sigla em inglês), uma condição ainda inexplicável que leva à morte de bebê menores de 1 ano. Mas não se preocupe se seu filho não gosta de chupeta e não vá forçá-lo a chupar só por causa da possível relação no caso da síndrome. Tranquilize-se e leia nosso artigo com dicas de como proteger o seu bebê.

Se você estiver dando de mamar, é melhor esperar o bebê completar pelo menos 1 mês antes de oferecer a chupeta, já que seu uso cedo demais pode interferir no aleitamento materno.

Alguns especialistas acreditam que a chupeta pode confundir o bebê que mama no peito e dificultar a "pega" correta. Outro problema apontado por quem é contra a chupeta é que o tempo com ela na boca reduziria o tempo que a criança pode passar no peito, comprometendo a produção do leite.

Recomenda-se começar a desacostumar os bebês da chupeta por volta de 1 ano, para evitar problemas com a dentição. Na verdade, chupar o dedo também pode afetar o crescimento e o desenvolvimento dos dentes , mas alguns especialistas acreditam que a chupeta possa, ainda por cima, interferir no desenvolvimento da fala. Não tente acabar com o hábito na marra, porque, até que a criança esteja pronta para isso, as chances de sucesso não são lá muito altas, e vocês dois podem acabar se frustrando.

Se decidir restringir o uso da chupeta, experimente oferecer um "paninho" de tecido macio ou algum brinquedo mais mole para substituir a sensação reconfortante que a criança obtém com ela. 
 
Daphne Metland
 
Fonte: Babycenter 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O que um bebê de oito meses consegue fazer?

O que um bebê de oito meses consegue fazer?

Geralmente, é com 8 meses que a criança entra na fase do engatinhar, o que significa um grande progresso nas suas funções motoras, coordenação, equilíbrio e desenvolvimento mental.
A criança desenvolve a habilidade de engatinhar e logo dispara pela casa como um foguete em todas as direções, inclusive de ré. Consegue até mesmo engatinhar com uma das mãos, levando um brinquedo ou objeto na outra.
Quando a criança engatinha ela ganha independência para se locomover sozinha, buscar o brinquedo que está longe, procurar a mãe pela casa, ir atrás de barulhos. E, com isso, demonstra sua vontade, sua inteligência, sua personalidade.
Com o engatinhar vem logo a vontade de ficar em pé. A criança gasta um bom tempo do seu dia debruçando-se em móveis, camas e mesas baixas para levantar e ficar em pé sozinha. Embora tenha força nos braços e pernas, não consegue largar as mãos e se manter firme. Logo cai sentada.
O bebê de 8 meses já reconhece o seu nome quando é chamado e algumas outras palavrinhas repetidas constantemente pela mãe. Sua linguagem continua evoluindo e ele não para de balbuciar sílabas e testar sua voz e os sons que produz, dando diferentes entonações.
Sua capacidade de brincar é grande e ela participa ativamente das brincadeiras propostas, trocando sinais com os adultos e demonstrando diferentes reações às provocações. Nessa fase, ela começa a imitar gestos.
Outra característica do bebê de 8 meses é que ele quer morder tudo, até as pessoas, mas como uma forma de carinho, para experimentar. Também aprende a usar as mãos de todas as maneiras, inclusive para puxar os cabelos da mamãe.
Como estimular o bebê de oito meses?
“Cadê a mamãe? Achou!”. O bebê de 8 meses adora essa brincadeira em que a mãe se esconde atrás de uma fralda e ele tem que tirar o pano do rosto para achá-la.
O desenvolvimento social da criança é expressivo no oitavo mês. Os pais podem introduzir brincadeiras como fazer caretas e sons para a criança imitar, bater palma, brincar de pegar e soltar e colocar o bebê a cavalo sobre a barriga. Brinquedos para martelar, empilhar e desmontar podem distrair a criança durante certo tempo.
Faça a experiência de colocar o bebê em frente a um espelho e veja como ele faz festa para a própria imagem.
Como dissemos anteriormente, a educação da criança começa logo após o nascimento. Quando ela coloca o dedo na tomada, enfia um chinelo na boca, pega um enfeite da mesa da sala, os pais devem dizer “não”, com voz séria e firme, para que ela aprenda os seus limites.
Certamente o bebê não vai compreender o significado da palavra “não”, mas vai notar o tom da voz da mãe, a cara séria e assim, com o tempo, entender que não deve mais fazer aquilo.
O importante na educação do bebê é que os pais saibam respeitar os filhos. O correto é que digam “não” olhando nos olhos da criança, retirem o objeto inadequado da mão do filho, fale com a voz firme e sem berrar. Só assim a criança vai aprender a respeitar e obedecer aos pais.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ataques de birra frequentes podem esconder problemas mais graves, diz pesquisa

Se as explosões são agressivas, acontecem diariamente e sem motivo aparente podem ser um sinal de que a criança está “pedindo ajuda”

Bruna Menegueço

  shutterstock
Quem nunca viu um ataque de birra no meio do corredor de um supermercado? Aqueles em que a criança bate o pé, se joga no chão, chora, grita e esperneia? Apesar de nos deixar morrendo de vergonha, a birra faz parte do desenvolvimento infantil e acontece quando a criança ainda não tem maturidade suficiente para lidar com uma determinada frustração e acaba explodindo. Essa explosão vem em forma de choro incontrolável, gritos, aquela movimentação intensa difícil de conter.

LEIA MAIS: Por que bater não educa e ainda torna o seu filho agressivo, agora e no futuro

Os ataques de birra sempre acontecem por um motivo e são dirigidos a alguém. Por exemplo, seu filho pode estar com sono, cansado ou querer um brinquedo que não vai ganhar e, então, explode, para testar o limite dos pais ou de quem está cuidando dele naquele momento. Mas agora a ciência resolveu olhar para o que pode estar por trás dos ataques que acontecem sem motivo aparente, ou seja, quando ele está brincando ali sozinho e, de repente, explode, sem se dirigir a ninguém.

Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina Feinberg, da Universidade Northwestern, em Chicago, nos Estados Unidos, com pais de 1.490 crianças de 3 a 5 anos, mostrou que, quando a birra acontece diariamente, de forma agressiva e sem motivo, ela pode esconder outros problemas. Para chegar a esse resultado, os pais responderam a um questionário com cinco perguntas sobre o comportamento de seus filhos no mês anterior.

De acordo com o relato dos participantes, 83,7% das crianças têm ataques de raiva ocasionalmente, sempre provocados por um motivo, ou seja, quando a criança se frustra ou está cansada – como aquela situação que contamos no início desta reportagem. Mas 8,6% “explodem” diariamente e sem motivo - e a birra dura mais de cinco minutos e de forma agressiva (com chutes, tentativas de agredir os pais, os irmãos e até a si mesma).

“Apesar de ser um estudo baseado apenas no comportamento das crianças no último mês, pude perceber, ao analisar os dados, que não é comum uma criança ter ataques de birra todos os dias, principalmente quando acontecem sem motivos e não são direcionados a uma pessoa, como o pai ou a babá”, disse, em nota, Lauren Wakschlag, principal autor do estudo e vice-presidente do departamento de medicina da Universidade. No entanto, o especialista destaca que é preciso cautela antes de definir o que é ou não normal no comportamento e desenvolvimento de uma criança.

Para a psicóloga infantil Patrícia Nakagawa, da Universidade Federal de São Paulo, certos comportamentos escondem outros problemas que podem estar causando sofrimento à criança. Pode ser uma crise de ansiedade causada pela mudança de casa, de escola, a morte de um parente querido ou de um animal de estimação, a separação dos pais e até mesmo a falta de diálogo em casa. Essa é uma forma de a criança pedir socorro. O melhor a fazer é procurar a ajuda de um profissional.

LEIA MAIS: E quando o seu filho chora compulsivamente em local público?


Importância da rotina

Se você está na dúvida se os ataques de birra do seu filho estão dentro do esperado, comece, antes de tudo, observando se algo mudou na rotina dele. Criança gosta de saber o que vai acontecer, o que pode e não pode fazer. É assim que ela se sente segura. Por isso, a família toda precisa se organizar. Se alguma coisa diferente aconteceu recentemente, converse com a criança e tente entender o que pode estar provocando essas crises de nervosismo. Se achar necessário, converse com o professor, mas não deixe de pedir ajuda de um especialista.


Sim, dá para evitar!

Vale lembrar que a birra clássica começa muito antes dos berros e do choro. É uma manha, um pedido que não pode ser realizado, um lugar muito agitado e cheio de gente, sono e cansaço. Quando os primeiros sinais surgirem, é hora de negociar. E aí, vale conversar, mudar de ambiente, propor uma brincadeira, pedir a ajuda dele, enfim, mudar o foco! Se mesmo assim, ele explodir, é hora de aprender a lidar com a birra. E aqui não importa se ela acontece todos os dias, de forma agressiva, sem motivo ou é esporádica, por um motivo certo para atingir alguém. O melhor jeito, segundo a psicoterapeuta Teresa Bonumá, de São Paulo, é sempre ter muita paciência. Veja a seguir:

- Se a criança estiver em um lugar perigoso em que possa se machucar ao se debater, como, por exemplo, próximo à prateleira do supermercado ou na cozinha, retire-o de lá imediatamente, não importa a intensidade do berro dele.

- Não grite e lembre-se de que você serve de modelo para o seu filho. Por isso, quanto mais calmo você ficar, mais rápido a situação vai se resolver.

- Desvie o foco da criança. Como ela está nervosa, evite conversar. Quando perceber que se acalmou, é hora de dar um abraço bem gostoso para ela perceber que está tudo bem e, só então conversar. Tente explicar a ela o porquê explodiu usando uma linguagem fácil para que a criança entenda.

- E, se achar necessário, você pode dar ao seu filho um castigo, sempre de acordo com a idade. Por exemplo, se ele jogou o brinquedo no chão pode ser que ficar sem ele já seja suficiente. Se ele for mais velho, vale excluir algo importante para ele, como a TV ou o computador por um tempo. O mais importante é que a criança perceba a relação entre o que fez e a consequência. Aos poucos, seu filho vai entender e, se for preciso, peça, sim, a ajuda de um especialista. Vai ser bom para ele e para você!

Fonte: CrescerOnline

Filhos únicos têm mais chance de ser obesos, diz estudo

Assistir a muita televisão e brincar menos são hábitos que podem levar crianças sem irmãos a desenvolver sobrepeso

Thais Paiva

  shutterstock
O nosso corpo pode ser influenciado por nossa estrutura familiar? Ter um, dois ou nenhum irmão pode ser relevante para nossa saúde? Segundo estudo publicado no site Nutrition and Diabetes, a resposta é sim quando o assunto é obesidade. A pesquisa, realizada com 12.720 crianças entre 2 e 9 anos, de oito países da Europa, apontou que filhos únicos podem ter até 50% a mais de chance de desenvolver problemas relacionados ao peso se comparados com crianças nas mesmas condições que possuem irmãos.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores mediram o índice de massa corporal dos participantes, e seus pais tiveram que responder a um questionário sobre o estilo de vida dos filhos, que incluía os hábitos alimentares, tempo gasto assistindo a televisão, brincando, entre outros aspectos. O resultado mostrou que as crianças do estudo que não tinham irmãos passavam mais tempo na frente do computador ou televisão, tornando-se sedentários e comendo compulsivamente.

Para Patrícia Spada, psicóloga especializada em obesidade infantil, as causas da obesidade infantil são complexas, por isso é necessário levar em consideração a dinâmica da família como um todo. “Como já sabemos, a genética, o sedentarismo, o modelo parental, o relacionamento e dinâmica familiar, temperamento e personalidade da criança, entre tantos outros fatores são aspectos que influenciam na doença”, diz. Assim, não é possível afirmar com segurança quanto qualquer um destes aspectos isolados pode ser decisivo para a ocorrência da obesidade. “Além disso, há crianças que são filhas únicas e apresentam nutrição perfeita”, lembra a psicóloga.

Isso quer dizer que, independente de você ser mãe de um único filho ou mais, se é do tipo que cai na tentação para recompensar a criança com um doce, ou uma comida, por alguma atitude positiva, ou a alimentação não é balanceada como deveria ser, o efeito da obesidade também estará presente na sua família. O mesmo vale para as atividades físicas. OK, ter só uma criança em casa pode até diminuir a frequência das brincadeiras que resultem em gasto energético, mas o seu estímulo será fundamental para tirar o seu filho do sofá e se divertir com ele, sempre. De quebra, você também vai gastar mais calorias. 
 
Fonte: Crescer Online

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Todas as crianças que roncam frequentemente devem passar por triagem para apneia do sono

Distúrbio respiratório pode causar complicações mais sérias, como doenças cardiovasculares, atraso no crescimento e problemas de apendizagem

Bebês que nascem antes da hora tem mais chances de ter problemas emocionais, diz estudo 
  (ThinkStock)

Criança que apresentarem algum sintoma da apneia do sono devem passar por exames de triagem, recomenda Academia Americana de Pediatria 
Para especialistas da Academia Americana de Pediatria (AAP, sigla em inglês), todas as crianças e adolescentes que roncam regularmente devem passar por exames periódicos para a prevenção da apneia obstrutiva do sono. Essa condição ocorre quando a respiração é bloqueada enquanto o indivíduo dorme, provocando sintomas como falta de ar, interrupção do sono e dificuldades de aprendizagem. A recomendação, publicada nesta segunda-feira na revista Pediatrics, faz parte de uma revisão da AAP sobre diagnóstico e tratamento da apneia infantil.

Saiba mais

APNEIA DO SONO
É a forma mais comum dos distúrbios respiratórios, e acontece quando a respiração é bloqueada, deixando a pessoa sem ar. Isso provoca ronco e a interrupção do sono. O problema é geralmente associado a obesidade, diabetes, pressão alta, ataques cardíacos e derrames. Pesquisas anteriores já associaram esse tipo de desordem também a doenças cardiovasculares, depressão e câncer. A apneia obstrutiva do sono é a forma mais comum do distúrbio, e ocorre quando há uma obstrução na garganta ou nas vias respiratórias superiores. Em crianças, pode ser provocada pelo aumento das amígdalas ou das adenoides.
De acordo com os autores do artigo, é importante que os jovens que apresentam algum sintoma da apneia obstrutiva do sono passem por um exame feito em laboratório e durante uma noite inteira que avalie o sono do paciente. Assim, segundo os especialistas, é possível evitar diagnósticos tardios e sequelas deixadas pela falta de tratamento adequado do problema — como distúrbios de comportamento, doenças cardiovasculares e atraso no crescimento e no desenvolvimento da criança.
Atualmente, segundo o artigo, os tratamentos disponíveis para apneia do sono melhoram significativamente os sintomas da condição. A cirurgia de retirada da adenoide (adenotonsilectomia) é eficaz para tratar o problema e deve ser considerada como primeira linha de tratamento, de acordo com os autores. Além disso, como a obesidade é um importante fator de risco para a apneia do sono, a redução de peso pode ser fundamental para a terapia contra a condição. 

Revisão — As recomendações se basearam nos dados de 350 pesquisas de relevância feitas entre 1999 e 2010, e é uma atualização das diretrizes estabelecidas pela AAP em 2002. As recomendações não valem para crianças menores do que um ano de idade e para pacientes que apresentam apneia do sono associada a outras complicações graves de saúde, já que esses grupos “são muito complexos para serem discutidos no âmbito desse artigo”, escreveram os autores.

Bebês de 6 meses podem comer iogurtes, potinhos de petit suisse e geleia de mocotó?



Escrito para o BabyCenter Brasil


André Bressan responde:
Não, bebês de 6 meses não devem tomar iogurte, potinhos tipo petit suisse e geleia de mocotó, porque esses alimentos, além de ser industrializados e conter corantes, não contam com características nutricionais adequadas para essa idade.

São também ricos em açúcar e produzem uma sensação mais rápida, e fugaz, de saciedade.

Outro problema é que podem "viciar" o paladar da criança, atrapalhando a aceitabilidade de frutas e legumes essenciais para uma alimentação saudável e, consequentemente, um bom desenvolvimento.

Prefira, em vez de danoninhos e geleia de mocotó, frutas raspadas e/ou amassadas com garfo, sem adicionar nada a elas, já que são naturalmente doces. Como cada fruta tem uma textura e gosto específicos, isso serve também para estimular o paladar da criança e não transformar seu filho em um grande enjoado no futuro.

As primeiras receitas para o bebê



Escrito para o BabyCenter Brasil



De 4 a 6 meses
A partir de 6 meses

Pode até ser que você nunca tenha encarado uma cozinha antes, mas fique tranquila, porque a alimentação do bebê começa de forma bastante simples e haverá tempo suficiente para elaborar suas técnicas até que ele precise de pratos mais inventivos. E você ainda tem a chance de proporcionar uma alimentação mais saudável e natural para você e toda a sua família.

Confira também nossos artigos sobre por onde começar a se preparar ao introduzir os sólidos na alimentação do seu filho e como selecionar as melhores frutas e verduras.

Lembre-se de que todos os dados científicos indicam que a amamentação exclusiva com leite materno nos primeiros seis meses de vida é o ideal para bebês, por nutri-los de forma plena e protegê-los contra uma série de doenças. Depois disso, a recomendação do Ministério da Saúde é que o leite passe a ser complementado por outros alimentos até os 2 anos de idade.



De 4 a 6 meses

Para muitas mães, a volta ao trabalho é o momento de dar início à introdução de novos alimentos na rotina do bebê. Antes de tomar qualquer decisão, converse com seu pediatra para saber a opinião dele sobre o estado geral de saúde da criança.

De modo geral, as frutas são a primeira novidade que o bebê vai experimentar, e entrarão no lugar de uma mamada ou outra, de preferência no começo ou meio da manhã e meio da tarde. Como o sistema digestivo do seu filho ainda é imaturo, não exagere na dose e comece com frutas mais suaves, como maçã, banana, mamão ou pêra. Cada uma tem que ser dada separadamente primeiro (por ao menos três dias), para ter certeza de que não provocará reação.

Suco de laranja-lima também é outra opção, por ser rico em vitamina C e pouco ácido. Se estiver amamentando no peito, tente ensinar o bebê a usar um copinho, mais saudável que a chuquinha ou mamadeira. Comece com quantidades bem pequenas (entre 30 ml e 50 ml) e nunca acrescente açúcar nem mel.

Papa de banana•

1 banana

Descasque a fruta e amasse com um garfo. Sirva com uma colher de plástico ou silicone.

• bananas-maçãs tendem a prender o intestino, sendo recomendadas para o caso de diarreia, enquanto as nanicas soltam, sendo usadas para combater a prisão de ventre.

Papa de mamão

Meio mamão-papaia

Lave bem a casca e depois corte o mamão na metade. Retire com uma colher as sementes pretas e só use a polpa. Amasse e dê com uma colher pequena de plástico ou silicone.

Papa de maçã

1 maçã vermelha

Lave bem a casca e corte a fruta na metade (você não precisa descascar). Com ajuda de uma colher pequena, vá raspando a polpa da maçã a partir da própria fruta. Preste só atenção para que não escape nenhum pedacinho maior que possa engasgar seu filho.
Prossiga da mesma forma com pêras. Outra opção é passar a maçã no ralador.

A partir da aceitação de cada fruta individualmente, você pode começar a misturar duas delas para fazer uma papinha mais rica, como, por exemplo, banana com maçã, maçã com pêra, mamão com laranja. O suco de laranja-lima também pode ser combinado e batido com outras frutas, como acerola, mamão ou maçã ou mesmo legumes, como cenoura ou beterraba.


A partir de 6 meses
As papas salgadas são cozidas, mas nem por isso complicadas de fazer. Elas entram na alimentação infantil para suprir as novas necessidades nutricionais e calóricas do corpo em desenvolvimento e, assim como as frutas, devem ser introduzidas aos poucos.

O segredo para que seu filho aceite os novos sabores é a repetição (sim, às vezes só na décima vez ele vai parar de cuspir!) e, acima de tudo, a paciência. Depois de meses acostumado ao leite e ao sabor adocicado das frutas, é bem possível que faça muita cara feia até passar a apreciar o gostinho e a consistência das sopas.

Os pediatras recomendam que elas sejam amassadas ou passadas na peneira, em vez de ser batidas no liquidificador, para que a mastigação seja mais estimulada. Nessas primeiras sopinhas, as carnes normalmente são retiradas, porém um pouco mais para a frente, quando você passar para uma próxima fase da alimentação que as inclua junto da papa, aí sim talvez tenha que recorrer ao liquidificador, porque é difícil desfiar a carne bem pequenininha.

De início, nem é necessário acrescentar sal à preparação, e quando ele for usado, tem que ser com grande moderação, para não sobrecarregar os rins do seu filho. Normalmente, a sopa parece muito suave ao paladar do adulto.

A papa salgada pode ser primeiro servida na hora do almoço e, após algumas semanas, na hora do jantar também, substituindo as mamadas correspondentes.

Papa de caldo de carne com cenoura e chuchu

100 gramas de carne (um bife pequeno de carne magra, como coxão duro ou músculo)
1 cenoura
1 chuchu
água filtrada

Corte a carne em cubinhos e refogue em uma panela com um pouco de óleo vegetal. Acrescente uma pitada de sal e, quando a carne pegar uma corzinha, coloque a cenoura e o chuchu descascados e cortados em pedaços pequenos. Cubra com água filtrada e cozinhe, com tampa, em fogo baixo até que os legumes estejam moles (aperte com um garfo). Separe a carne. Amasse os legumes com um garfo ou passe-os na peneira. Sirva com uma colher, só tomando cuidado para que não esteja quente demais.

Rende de 2 a 3 porções

Papa de caldo de carne com abóbora, mandioquinha (ou batata) e cenoura

100 gramas de carne bovina magra, como coxão duro ou músculo
1 fatia de abóbora
1 mandioquinha
1 cenoura
água filtrada

Corte a carne em pedaços e refogue em uma panela com um pouco de óleo vegetal. Quando começar a ficar corada, acrescente a abóbora, a mandioquinha e a cenoura descascadas e grosseiramente cortadas e uma pitada de sal, se desejar. Cubra tudo com água filtrada, tampe a panela e cozinhe em fogo baixo até que os legumes estejam moles (a abóbora pode levar mais tempo que a cenoura). Separe a carne e amasse o resto com um garfo ou passe pela peneira.

Rende de 2 a 3 porções

Papa de caldo de carne com batata-doce e beterraba

100 gramas de carne bovina magra, como coxão duro ou músculo
1 batata-doce pequena
Meia beterraba
Água filtrada

Corte a carne em pedaços e refogue, até começar a pegar cor, em uma panela com óleo vegetal. Acrescente a batata-doce e a beterraba descascadas e cortadas, assim como uma pitada de sal. Adicione a água até cobrir tudo. Tampe e deixe cozinhar até que tudo esteja mole. Retire a carne e amasse a mistura que ficou com um garfo ou passe por uma peneira.

Rende de 2 a 3 porções

Papa de caldo de frango com mandioquinha e beterraba

100 gramas de peito ou coxa de frango (1 filé ou 1 coxa)
1 mandioquinha
Meia beterraba
Água filtrada

Corte o frango em pedaços pequenos e refogue em uma panela com um fundo de óleo vegetal. Coloque uma pitada de sal e, quando o frango começar a ficar esbranquiçado, junte a mandioquinha e a beterraba descascadas e cortadas. Cubra com água e deixe a sopa cozinhar, com a panela tampada e o fogo baixo, até que os legumes estejam moles. Separe o frango e amasse o resto com um garfo ou passando por uma peneira.

Rende de 2 a 3 porções

Papa de caldo de frango com abobrinha, batata e cenoura
100 gramas de peito ou coxa de frango
1 abobrinha
1 cenoura
1 batata
Água filtrada

Com o frango cortado em cubos, aqueça óleo vegetal em uma panela e refogue até que mude de cor. Acrescente então a abobrinha, a batata e a cenoura descascadas e cortadas e uma pitada de sal, se quiser. Cubra tudo com a água e cozinhe lentamente até os legumes amolecerem. Retire o frango e amasse a mistura restante com um garfo ou passe na peneira.

Rende de 2 a 3 porções

Papa de caldo de frango com batata-doce e chuchu

100 gramas de peito ou coxa de frango
1 batata-doce
1 chuchu
Água filtrada

Corte o frango em pedaços e refogue no óleo vegetal até que esteja esbranquiçado. Junte a batata-doce e o chuchu descascados e cortados e uma pitada de sal, se desejar. Acrescente a água filtrada até cobrir tudo e deixe cozinhando, em fogo baixo, até que tudo esteja mole. Separe o frango e amasse o resto com um garfo ou passe na peneira.

Rende de 2 a 3 porções

Outro jeito de se organizar para fazer as sopas ou papas é cozinhar uma panela grande só do caldo: um pedaço de carne magra ou um peito de frango, água filtrada, uma pitada de sal, se quiser um pouco de cebola. Cozinhe tudo em panela tampada ou panela de pressão. Aí você congela o caldo em recipientes pequenos e no dia-a-dia cozinha os outros ingredientes das receitas acima direto no caldo.

Depois de uma ou duas semanas com essas sopinhas bem básicas, os passos seguintes, que variam conforme o pediatra, serão acrescentar a elas caldo de leguminosas (como feijão, lentilha, grão-de-bico) e verduras (como brócolis, couve, espinafre, escarola), além de passar a incorporar a carne ou frango junto do caldo. Há quem prefira esperar também até aqui para incluir macarrãozinho nas sopas.

Revisado pela nutricionista Tânia Rodrigues, da RGNutri Consultoria Nutricional

Quarentena: mitos e verdades


Quarentena ou resguardo são nomes populares para designar o puerpério, etapa da vida da mamãe que começa depois do nascimento do bebê. Além dos cuidados com o novo membro da família, a mamãe precisa também cuidar da sua recuperação pós-gestação e pós-parto.
Existem verdades e mentiras em torno dessa fase. O ideal é procurar o seu médico obstetra e ter uma boa conversa para que todas as dúvidas sejam esclarecidas.
O puerpério pode ocorrer até a sexta ou oitava semana pós-parto, período onde os órgãos reprodutivos voltam totalmente ao seu estado normal, como o útero, que durante a gestação cresce 50 vezes o seu tamanho e precisa desse tempo para se recuperar.
A região onde a placenta se encontrava ficam pequenas feridas que se cicatrizam durante o puerpério. Se esse período não for respeitado, as feridas não cicatrizam e a mulher corre o risco de ter uma infecção. Febre é um sintoma de infecção. Se isso ocorrer, vá imediatamente ao médico, recomendação feita também caso o sangramento normal após o parto não diminuir até o 40º dia.
Vida de mamãe não é fácil - A episiotomia (corte entre o ânus e a vagina para facilitar a passagem do bebê) pode ser necessária durante o parto normal. São dados alguns pontinhos, portanto, a região pode ficar inchada e dolorida. Para aliviar o inchaço, é aconselhável colocar uma bolsa de gelo.
Se a dor aparecer na hora de ir ao banheiro, o médico pode indicar laxantes para facilitar as primeiras evacuações. Lembre-se, mamãe: a realização da higiene é mais do que necessária, fazendo um banho de assento com produtos recomendados pelo médico.
As atividades do dia-a-dia devem ser retomadas aos poucos; a mamãe precisa descansar. Dormir é essencial para evitar cansaço e irritação. Isso não quer dizer que necessite ficar deitada a quarentena inteira. Os exercícios que a mulher faz para sentar, levantar e andar estimulam a musculatura abdominal a voltar ao normal – depois de 15 dias a musculatura já recupera 70% da sua forma anterior.
Carregar peso, como o filhote mais velho, deve ser evitado pelo menos nos primeiros 30 dias.
Verdade ou mentira? - Dois mitos muito difundidos são que nesse período não há chances de engravidar e que não se deve lavar a cabeça. Quanta mentira. Embora a possibilidade engravidar possa estar reduzida por causa da amamentação, o risco existe, sim, e por isso a prevenção é necessária. E já no primeiro dia a mamãe pode lavar a cabeça.
Mais uma verdade: o cabelo cai devido à alteração da taxa de alguns hormônios da mulher nessa fase. Fique tranqüila, é algo passageiro. Respeitando as transformações do seu corpo, o puerpério passará sem maiores transtornos e preocupações. E pensar que o papai não sofre nada disso. Pode?
Cuidados - A dor é o termômetro do esforço da mamãe. É a própria mulher quem vai impor o limite na sua vida diária. Normalmente, em 45 dias a mulher já faz os serviços de casa sem dificuldade. Exercícios físicos são proibidos. Nadar e caminhadas somente depois de 45 dias. Ginástica e corrida depois de dois meses e para os esportes coletivos deve-se esperar três meses.
O ato de dirigir um carro, pisando nos pedais, requer o trabalho da musculatura abdominal e do períneo (região entre o ânus e a vagina), prejudicando a cicatrização, e isso impede a mulher de dirigir no primeiro mês pós-parto.
Outro impedimento no primeiro mês é o sexo. Os vasos do útero onde antes ficava a placenta estão abertos, como já comentado, e há risco de contaminação e infecção. O atrito do pênis durante a penetração também causa dor. O sexo deve começar devagar e gradualmente.
Dicas
Realize uma alimentação rica em fibras e líquidos para estimular o intestino e evitar gases.
O motivo dos seios racharem e ficarem muito doloridos pode ser a pega errada do bebê. Peça orientação.
Ficar triste e cansada é normal, mas se isso interferir no seu dia-a-dia e nos cuidados com o bebê, informe ao seu médico.
Fonte: Entre mamães

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Mães que trabalham são mais saudáveis

Estudo realizado pela Universidade de Akron comparou mulheres que atuam no mercado em tempo integral, parcial, desempregadas e donas de casa

Nádia Mariano



Para a grande maioria das mães, passar o dia inteiro fora de casa, trabalhando, é motivo de culpa. De acordo com pesquisa realizada pela CRESCER, no ano passado, 72% das mulheres sofrem com isso e gostariam de poder dedicar mais tempo aos filhos. Mas ao contrário do que pensam, essa distância é benéfica para todos, principalmente quando esse sentimento é deixado de lado.

“Existe uma fantasia materna de que os filhos querem que elas estejam 100% do tempo disponível, isso é uma ilusão. É importante que as crianças se sintam seguras, que saibam que a mãe vai voltar. A ausência e o reencontro promovem o crescimento”, diz Cecília Russo Troiano, psicóloga, autora do livro Vida de Equilibrista, Dores e Delícias da Mãe que Trabalha (Editora Pensamento Cultrix).

Além de promover o crescimento, maior estabilidade financeira e fortaler o vínculo, o trabalho em tempo integral também faz bem à saúde das mães. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada pela Universidade de Akron, nos Estados Unidos. Cecília concorda com o resultado da pesquisa: “Quando a mulher está bem resolvida, em paz com sua escolha de trabalhar fora, ela se sente mais plena, realizada. E esse estado emocional leva a uma vida mais saudável do ponto de vista psicossomático", uma ciência que leva em consideração tanto aspectos piscológicos quanto biológicos. “Uma mãe que não é privada de suas potencialidades atinge um bem estar que transcende o caráter emocional”, completa.

Para estabelecer essa conexão entre tempo de trabalho e saúde física e mental, os pesquisadores analisaram dados de 2.540 mulheres que se tornaram mães entre os anos de 1978 e 1995. Elas foram analisadas quando estavam na casa dos 40 anos e divididas em diferentes grupos: o das que trabalham em tempo integral, o das que o fazem em meio-período, o das desempregadas e o das donas de casa. O primeiro levou vantagem em relação aos outros por ter melhores salários, mais chances de promoção na carreira, maior mobilidade, mais energia, menos depressão, entre outras coisas.

O grupo que mais chamou atenção dos pesquisadores é o das mulheres constantemente desempregadas. Elas demonstraram ser as menos saudáveis mental e fisicamente por culpa dos altos e baixos na carreira. “Em momentos de instabilidade, insegurança, a mulher acaba ficando mais estressada, abalada, isso é prejudicial”, diz Cecília, que acredita que a independência financeira aumenta a sensação de capacidade e faz com que a mulher se sinta mais valorizada dentro e fora de casa. O convívio social também é um importante fator de bem estar. “O ser humano é sociável por natureza. Quando a mulher se isola, ela está abrindo mão de alguma coisa, deixando de viver plenamente”, acrescenta.

Uma forma sábia de chegar aos 40 anos com saúde, de acordo com os pesquisadores, é estudar e construir uma carreira antes de gerar um filho. “É muito mais difícil equilibrar estudos, trabalho e família, por isso, é aconselhável que a mulher se estabeleça antes”, diz Cecília. “Quando isso acontece, o ‘eu mãe’ dificilmente vai anular o ‘eu profissional.” E, mais importante de tudo: seja qual for a sua escolha - seguir trabalhando em tempo integral, trabalhar menos tempo ou parar de trabalhar, antes ou depois dos filhos - quanto mais feliz com ela e mais segura você estiver, melhor será para você, seus filhos e todos à sua volta.

Fonte: Crescer

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Dicas de pais para curtir os filhos – mesmo trabalhando fora


Perguntamos aos pais como eles lidam com a divisão entre trabalho e família. Veja o que dizem

Crescer

Desde que as mulheres entraram no mercado de trabalho, elas vivem o dilema (o cansaço e a culpa) de cumprir dupla – ou tripla – jornada. Especialmente aquelas que são mães, que precisam cuidar da casa e dos filhos depois de trabalhar o dia inteiro. E isso acaba gerando uma angústia danada. Quando você está em casa, fica pensando no que precisa resolver no trabalho. Quando está trabalhando, acha que não está sendo mãe o suficiente. Os homens, por outro lado, costumam lidar muito melhor com a divisão desses papéis, são mais descontraídos e menos aflitos. 

“Claro”, dirá nossa leitora. “Ele fica mais tranquilo porque sabe que eu vou resolver tudo!”. OK, mãe, você tem um pouco de razão. Mas esse quadro vem se modificando rapidamente nos últimos anos, pois muitos pais estão ocupando um espaço cada vez maior na divisão de tarefas da família. “E os homens estão gostando de ocupar este lugar, sentindo prazer, e não olhando para esses novos desafios como se fosse uma obrigação”, afirma a psicóloga de família Carmen Lúcia Pinheiro.

Agora, com essa nova configuração da vida a três (ou a quatro, cinco...), as mulheres precisam aprender a confiar mais em seus companheiros. “Por muito tempo, nós, mulheres, quisemos a ajuda dos nossos parceiros. Agora que a temos, reclamamos que não está bom. Não está bom ou não-é-do-jeito-que-a-gente-acha-que-só-a-gente-sabe-fazer?”, questiona Carmen Lúcia.

Para provar que as mães também podem aprender com os pais, especialmente quando se trata de dividir o tempo entre filhos e trabalho, reunimos 8 dicas. Eles nos contaram o que aplicam em sua rotina para curtir as crianças, sem deixar de cumprir suas obrigações. Nesta semana do Dia dos Pais, nada mais justo do que parar um pouquinho e ouvir o que eles têm a dizer. Confira!

- Preencha o tempo com sua ilustre presença. A partir do momento que você abre a porta e vê seu filho no sofá assistindo a um desenho, entre no mundo dele e divirta-se. Desconecte-se das suas outras obrigações e faça cada minuto valer a pena. Entregue-se de verdade à companhia dele e curta muito.
Edinei Desiderio, autônomo. Pai de Ágatha, 1 ano e 10 meses.
- Não se culpe tanto por passar algumas horas longe de casa. Com o tempo, os filhos percebem que os pais trabalham por um bom motivo: oferecer a melhor vida possível para a família. Quando a ficha cair, eles darão valor ao seu esforço e também vão compreender que existe prazer no trabalho.
Raphael Massoni, pai de Tarsila, 11 meses.
- Tenha confiança no vínculo que você tem com os seus filhos. Só porque eles vão passar algumas horas com a professora da escola, com a babá ou com a avó não significa que eles vão esquecer de você ou achar que as outras pessoas podem substitui-la, mesmo que eles façam birra para sair de perto delas. Amor de mãe e filho não tem igual!
Thomaz Lira Gomes, jornalista. Pai de Alice, 1 ano.
- Cobre a divisão de tarefas. Mãe também tem o direito de ficar cansada de vez em quando, e isso pode ser dividido com o companheiro. Não tente dar conta de tudo e não hesite em pedir ajuda quando precisar. Família também é trabalhar em equipe.
Thomaz Lira Gomes, jornalista. Pai de Alice, 1 ano.
- Faça pequenos agrados. O pai de duas crianças, uma de 5 e outra de 7, passou dois anos entre o Rio e São Paulo. Antes de viajar na segunda-feira, dava um nó no lençol das crianças, que significava um beijo de despedida. Às vezes, deixava bilhetinhos pela casa, mandava filmes e fazia pequenas surpresas para driblar as saudades. E as estratégias deram certo!
Carmen Lúcia Pinheiro (dica de um paciente)
- Não tenha medo de demonstrar que você também é mãe e esposa no trabalho. Se o seu emprego permitir, não há nada de mal em receber o marido e filho no ambiente de trabalho de vez em quando ou abrir o Skype no seu computador para saber o que o seu filho aprendeu hoje. E quando a criança tiver um problema, e você precisar levá-lo no médico ou chegar um pouco mais cedo em casa, saia sem ficar se remoendo sobre o que vão pensar de você.
In Hsieh, COO da Baby.com.br. Pai de Teo, 3 meses.
- Faça opções de vida que não se transformem em sacrifícios. Ninguém consegue abraçar o mundo. É impossível passar o dia todo ao lado do seu filho e trabalhar ao mesmo tempo. Para levar uma vida com menos culpa, você precisa saber qual o seu ponto de equilíbrio. Se para ficar tranquila você precisa jantar em casa todos os dias, procure um emprego que lhe ofereça essa possibilidade. Se você acha que ser mãe em tempo integral vai deixá-la um pouco frustrada, não abra mão do seu trabalho.
Marcelo Cunha Bueno, educador, pai de Enrique, 1 ano.
- Estenda a sua presença. Alguns objetos e atividades podem fazer a criança sentir que os pais estão próximos dela, mesmo não estão em casa. Um livro que vocês costumam ler juntos, uma brincadeira que você ensinou, uma boneca... Enfim, alguma coisa que desperte sua memória e que possa deixar seu filho mais tranquilo.
Marcelo Cunha Bueno, educador, pai de Enrique, 1 ano.

Fonte: Crescer Online

Quanto seu filho precisa dormir?

Veja como o período de sono varia dependendo da idade da criança
Juliane Silveira

Foto: Marisa Maria

O tempo de sono pode variar quatro horas para mais ou para menos. As sonecas são importantes até por volta dos 4 anos e devem ocorrer até as 16h, para não atrapalhar o sono da noite. Depois desse período, a criança pode dormir à tarde quando sentir necessidade sem que isso atrapalhe o descanso noturno. Mas você deve observar se ela não está compensando a falta de sono à noite e se acostumando com isso.

Vale lembrar que os dados abaixo são gerais. Seu filho pode ser mais dorminhoco ou dormir menos sem que isso traga problemas. Uma dica boa é observar o sono das férias, que é a melhor medida para saber por quanto tempo seu filho precisa dormir de verdade).


Idade Sono durante a noite Sonecas Total
1 semana De 16 a 20 horas distribuídas em ciclos de 3 horas

14 – 18 horas distribuídas em ciclos de 3 horas ao longo das 24 horas
 XXXXXXXXX XXX 
1 mês De 16 a 20 horas distribuídas em ciclos de 3 horas

14 – 18 horas distribuídas em ciclos de 3 horas ao longo das 24 horas
XXXXXXXXXX XXX
3 meses 6- 9 horas 5-9 horas (3 a 4 sonecas) 15
6 meses 9-11 horas 2-3 horas (2 a 3 sonecas) 14
1 ano 9-10 horas

2,5 - 3 horas (1 soneca de manhã outra à tarde ) 13
2 anos 10,5 horas 1,5 -2 horas (acaba a soneca da manhã, 1 soneca à tarde) 12,5
3 anos 10,5 horas 1 – 1,5 hora (1 soneca à tarde) 12
4 anos 11- 12 horas fase em que acaba a soneca 12
6 anos 10,5 horas XXXXXXXXX 10,5
10 anos 10 horas XXXXXXXXX 10

Fonte: Crescer

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Toxoplasmose: tudo o que você precisa saber

TOXOPLASMOSE: O MAIOR PERIGO ESTÁ ONDE VOCÊ NEM IMAGINA
Dra. Claudia Batistella Scaf 
A toxoplasmose é uma zoonose (doença transmitida dos animais aos homens) causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Infelizmente, não faz parte da rotina médica o atendimento de zoonoses, mas para nós, médicos veterinários, é muito comum. Nós lutamos todos os dias para derrubar o mito de que o gato é grande vilão da toxoplasmose; queremos mostrar à população como realmente acontece a transmissão. Realmente, não se pode negar, o Toxoplasma Gondii é um protozoário que tem seu ciclo de vida em diversos carnívoros, mas somente no felino ele é capaz de completá-lo e infestar o meio ambiente. Mas há um caminho longo e cheio de barreiras para que uma pessoa adquira a doença diretamente do injustiçado gato. Em 1º lugar, não são todos os felinos que têm predisposição para fazer a doença, mas somente aqueles que ingerem carne crua ou mal assada ou que são caçadores (baratas, ratos,etc.). Para que ocorra transmissão para o gato, é necessário que o este coma a carne que contenha os cistos do toxoplasma. Na maioria, são animais que tem acesso à rua e que estão com seu sistema imune comprometido. Estima-se que apenas 1%- UM EM CEM! – da população felina albergue o protozoário. Em 2º lugar, o gato, se estiver contaminado, só elimina o parasito nas fezes durante 15 dias e apenas uma vez em toda a sua vida. Geralmente esta eliminação ocorre 10 dias após ter se infectado. Em 3º lugar, para ocorrer a contaminação de pessoas a partir das fezes do gato, é necessário que estas fezes fiquem no ambiente por, NO MÍNIMO, 48 horas, e que depois sejam ingeridas; caso contrário, o ciclo não se completa! Os gatos possuem o hábito de limpar-se, não deixando restos de fezes na pelagem, e enterram seus excrementos. Porém, mesmo que não se limpem, já há estudos mostrando que não há viabilidade de infecção caso hajam fezes grudadas no pêlo do animal. A possibilidade de contaminação do proprietário do gato pelo próprio gato é mínima ou inexistente. Acariciar um gato e tê-lo como animal de companhia não representa perigo. Mordidas ou arranhões do gato também não transmitem toxoplasmose. O mais comum é que a doença seja adquirida via ingestão de carnes mal cozidas, e também pela ingestão de verduras e legumes mal lavados e falta de higienização das mãos após o manuseio com terra. Tendo em vista o supracitado, é por isso que há um alto índice de toxoplasmose em Portugal, pelo alto consumo de embutidos (leia-se sem cozimento), e também em Erechim, que é o lugar com maior índice de toxoplasmose no planeta, pelo alto consumo de carne suína mal cozida. Ademais, somente pessoas imunodeficientes ou as mulheres grávidas que nunca tiveram contato com o parasita (leia-se sem formação de anticorpos) formam o grupo de risco. Se fizermos sorologia numa determinada população, a maioria será positiva para toxoplasmose, não pelo fato de terem a doença, mas sim porque, em algum momento da vida, houve contato com o cisto do parasita e o corpo produziu anticorpos, e estes anticorpos permanecem para o resto da vida. Portanto, que fique bem claro que beijar, abraçar, dormir com gatos NÃO LEVA À TRANSMISSÃO DA TOXOPLASMOSE! A prevenção da toxoplasmose se dá com boas práticas de higiene, tais como limpar a caixa de areia dos felinos diariamente, não ingerir alimentos crus ou mal-cozidos sem prévio congelamento por 48 horas, não ingerir leite in natura e embutidos não fiscalizados, limpar cuidadosamente qualquer material que entre em contato com carnes cruas, e fazer uso de luvas ao realizar jardinagem. Além disso, evite que seu gato tenha acesso á rua e, é claro, o animal deve ser vacinado, desparasitado interna e externamente e examinado regularmente por um médico veterinário para que se evite qualquer doença. Na dúvida? Faça uma sorologia, sua e do seu felino, para toxoplasmose. E por favor, não abandone seu animal de estimação!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ronco infantil esconde alguns problemas de saúde das crianças


Alterações na arcada bucal, alergias e infecções podem ser reveladas durante o sono




 Shutterstock
Um suspiro mais alto, uma respiração mais profunda e, de repente, um barulho mais forte. Ouvir seu filho roncar pode revelar uma série de problemas. Segundo um alerta feito pelo Hospital das Clínicas, em São Paulo, o problema atinge, principalmente, crianças de 2 a 9 anos.
O que provoca o ronco é a obstrução das vias aéreas. E essa obstrução pode ser causada por vários motivos, como alergias - a poeira, por exemplo - , e infecções - na amígdala ou na garganta. “Nesse caso, o ronco é apenas um sintoma de um problema mais sério”, diz Eliane Alfani, pneumologista infantil do Hospital e Maternidade São Luiz (SP).

Vale lembrar que o ronco não está relacionado ao cansaço. Ou seja, se o seu filho roncar depois de brincar muito durante o dia, o problema precisa ser investigado da mesma forma que seria para uma criança que ronca com frequência.


Outros motivos que podem levar ao ronco é o uso excessivo de chupetas e mamadeiras. Isso porque os bicos, quando inadequados e utilizados por muitas horas, podem alterar a arcada bucal das crianças. “Esses acessórios tornam o palato (céu da boca) mais profundo e, mudando seu formato, prejudica a passagem do ar”, afirma Eliane. “Em casos mais graves, as crianças podem ter apneia do sono e parar de respirar”, completa.

Além de atrapalhar o sono da criança (e da família toda), o ronco traz outros problemas. “Ao respirar pela boca durante a noite, a criança pode acordar com dor de garganta e sentir muito desconforto. Resultado: mais cansaço, mau humor e até uma queda no rendimento escolar”, diz a especialista. Por isso, ao ouvir o primeiro ronco do seu filho, converse com o pediatra, para que ele investigue e comece o tratamento adequado para o problema que está levando a criança a roncar.

Fonte: Crescer

Hora de tirar o primeiro dente: quem deve fazer isso?


Calma! Se você tem aflição só de pensar em arrancar o dente do seu filho, saiba que a ajuda do profissional é fundamental nessa hora. Confira

Ana Paula Pontes

 Shutterstock
Mais dia menos dia seu filho chega para você e diz: “Mãe, meu dente está mole!”. Como não lembrar das táticas que nossos pais ou avós usavam para nos tirar um dente, como uma linha amarrada na boca para auxiliar a queda? Esqueça! Em primeiro lugar, saiba que você nem sempre vai fazer isso. Normalmente, os dentes de leite caem tranquilamente. A mastigação de alimentos duros e fibrosos, como maçã e milho, favorece esse processo de esfoliação natural.

Para a ortodentista Débora Negrão Oliveira, principalmente quando se tratar do primeiro dente a cair, é melhor os pais deixarem essa tarefa para o profissional. “É importante a criança começar a ter o contato com o odontopediatra desde cedo, quando surgem os primeiros dentes. Assim, quando chegar o momento de retirar um deles, ela já estará mais segura com o especialista”, diz.

Se você está tranquila para tirar o dente do seu filho, é preciso ter certeza de que está mesmo na hora. Balance-o com ajuda de um chumaço de algodão ou um pedaço de gaze para frente e para trás e observe se já não tem uma pontinha do permanente aparecendo. Caso tente e perceba que está um pouco duro, espere alguns dias mais e fique de olho para ver se a gengiva não começa a inflamar. “Isso pode acontecer porque a criança fica com receio de escovar o dente, e, então, forma uma placa bacteriana que infecciona o local”, afirma Débora.
O momento de tirar o dente não deve ser tenso, caso contrário pode se tornar um trauma para a criança. Peça ajuda do seu filho em cada detalhe: para cortar a gaze, pegar o pedacinho de algodão e coloque a mão dele junto com a sua. Depois que o dentinho saiu, nada de pedir para o seu filho fazer bochecho com água. O local desse ser pressionado com auxílio de algodão ou gaze para que se forme um coágulo natural e pare de sangrar. Ele também deve ficar sem tomar água ou comer por meia hora pelo menos. Um sorvetinho, no entanto, é bem-vindo após a retirada do dente para ajudar na cicatrização.

É comum, nos dentes de baixo e anteriores, o permanente aparecer por trás do dente de leite, sem que esse fique mole. Nesse caso, procure o especialista, para que o dente seja retirado e não atrapalhe o desenvolvimento do definitivo.

Fonte: Crescer

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ministério da Saúde lança campanha com duas novas vacinas


 A imunização de crianças até 5 anos contará este ano com a pentavalente e a vacina injetável contra paralisia infantil


Calendário básico de vacinação: até os 10 anos de idade, a criança deve tomar as 28 doses das vacinas disponíveis pelo Sistema Único de Saúde

Calendário básico de vacinação: 

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, lançou, nesta terça-feira, a campanha de atualização da caderneta de vacinação para crianças de até cinco anos de idade. O objetivo é ampliar a imunização desse público, que soma 14,1 milhões de pessoas. Entre os dias 18 e 24 de agosto, todas as vacinas do calendário básico da criança estarão disponíveis em aproximadamente 34.000 postos de saúde do país. Nesse período, os pais de crianças desta faixa etária deverão levar seus filhos a algum posto de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) para que os profissionais avaliem a caderneta de imunização e a atualizem se for necessário. 
O ministro também anunciou a inclusão de duas novas vacinas no calendário básico. Uma delas é a pentavalente, que reúne a vacina contra hepatite B à tetravalente — que protege contra difteria, tétano, coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b (meningite e outras doenças bacterianas). A outra é a vacina inativada poliomielite (VIP), que é injetável e destinada às crianças que nunca foram imunizadas contra a paralisia infantil. Elas devem receber a primeira dose aos dois meses de idade e a segunda aos quatro meses. As terceira e quarta doses deverão ser recebidas aos seis e aos 15 meses, respectivamente, e em forma de vacina oral (as gotinhas).
Além dessas duas vacinas, estarão disponíveis durante a campanha de atualização da caderneta a BCG; hepatite B; Vacina Oral Poliomielite (VOP); rotavírus; pneumocócica 10 valente; meningocócica C conjugada; febre amarela; tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba); e DTP (difteria, tétano e coqueluche). 
Vitamina A — O Ministério da Saúde também anunciou que vai disponibilizar doses de vitamina A para crianças entre seis meses e cinco anos de idade. A ação, que também começará no próximo sábado, vai priorizar todos os estados das regiões Norte e Nordeste, além das regiões do Vale do Mucuri e Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O objetivo da suplementação é reduzir a morbidade e a mortalidade infantil em regiões mais pobres, que apresentam maiores índices de deficiência em vitamina A. O nutriente ajuda a prevenir infecções e reduz o risco de mortes por diarreia, além de contribuir para a saúde da visão e para o desenvolvimento cognitivo. A iniciativa deve ser ampliada para o restante do país até o final de 2012.

Fonte: Veja

Dez sugestões para criar seu filho para o mundo


Em 2010, publicamos aqui na crescer uma série de dez reportagens com propostas sobre educação para você ajudar seu filho a fazer diferença no futuro. Até dezembro, nós retomaremos os temas de um jeito bem especial: dicas práticas para você aplicar na sua casa!

Superproteção, escolha, adaptação, autonomia, independência... são muitas as palavras que envolvem esse tema. E, por várias vezes, temos dificuldade em colocar as reflexões sobre elas em prática no dia a dia com as crianças. É que, quando elencamos em palavras, parece algo filosófico demais para traduzir em atitudes.

Mas são nos minutos do cotidiano que tudo isso se torna “vida real”, sem que a gente perceba. Você nota que pode proteger seu filho ao mesmo tempo que o prepara para enfrentar o futuro. Vê que ao soltá-lo aos poucos, por mais difícil que isso possa parecer, ele aprende a trilhar seu caminho. Porque, sim, progressivamente ele vai querer “tocar” a vida dele sozinho. Deixe que isso aconteça sem medos. “Hoje os pais educam seus filhos para a felicidade imediata. Se vai doer, a educação é adiada. Quando veem, o tempo passou e educar adultos é mais complicado”, diz o psicólogo Teuler Reis, autor do recém-lançado Educação e Cidadania (Ed. Wak).


Para ajudar você, CRESCER entrevistou pais e especialistas e conta como o conceito funciona na prática.

  1. Incentive as escolhas

Criança deve ter escolha? Sim, sem dúvida. Quando seu filho pode dizer do que gosta, como gosta, o que quer fazer, ele aprende a se comunicar com você e com o mundo. A sua parte é explicar que nem sempre as coisas poderão ser do jeito que ele prefere. É um dos “trabalhos” que o jornalista André Barcinski e a estilista Paula Bertone procuram fazer com a filha Nina, 3 anos. “Como ela é cheia de opiniões, tentamos estimular isso, dividindo o máximo de decisões possíveis, seja no que vai comer ou onde vamos passar o dia. Percebemos que é justamente o contrário de mimar: a gente também mostra que não é só ela que tem vontades”, diz André. E tem um outro lado, claro, porque nem sempre as vontades são possíveis. “Algo que acontece, por exemplo, é que sempre após uma tarde na casa de amigos, com crianças alucinadas por TV, ela volta e nos pede para ver em casa também, hábito que não temos. Recebe um ‘não’, mas oferecemos outras opções, como ouvir”, completa Paula.

  2. Caiu e levantou!

Seja no sentido literal ou figurado, quando um filho cai, a vontade que dá é de sair correndo para ver se ele está bem e pegá-lo no colo. Respire fundo e controle a tentação se perceber que não é nada grave. O motivo é ótimo: você vai adorar quando enxergar que ele sabe se reerguer sozinho. Luan Monteiro, que trabalha com produção de cinema, espera a filha Nina, de 1 ano e 5 meses, reagir antes de entrar em ação. “Desde o primeiro tombo que vi, tento não sair correndo aflito e ela se levanta rápido e continua brincando”, diz. Funciona quase como uma metáfora. “Sinto que nossa reação a prepara, desde já, para lidar com as adversidades da vida. Ela vai enfrentar coisas difíceis, mas vai saber se levantar e reagir por si em vez de esperar que alguém a ajude”.

  3. Limites bem claros

A correria da vida de hoje muitas vezes atropela importantes conversas que precisamos ter com as crianças. Mas elas devem acontecer. “Queremos soluções imediatas e deixamos de falar com os filhos com a desculpa de que eles não entendem”, diz o psicólogo Teuler Reis, autor de Educação e Cidadania – A Batalha de uma Educação Comprometida (Ed. Wak). Por isso que, enquanto ele é bebê, para evitar perigos, não é, não. Mas, conforme ele cresce, já entende que a tomada dá choque, que o fogão queima e que isso dói.

  4. Frustrações, sim

Fale a verdade: quem é que teve filhos para vê-los ter dor, serem rejeitados pelos amigos ou querer muito um brinquedo e não poder ganhar? E quando você pode “dar um jeitinho” no problema, seria o caso de resistir? Em alguns momentos, sim. Evitar que eles resolvam seus próprios problemas e passem pelas frustrações normais do dia a dia pode ser uma marca grave para a formação da personalidade da criança. A fotógrafa Camila Dourado percebeu este ano o quanto preparar a filha Ana Clara, 11 anos, para as adversidades ajudou mais do que ela imaginava. No início das aulas, a menina descobriu que a escola tinha feito mudanças em sua turma e a separado das amigas. A mãe sentiu como se fosse com ela. “Imaginei o quanto minha filha estava sofrendo e o quanto isso seria duro para ela”, conta Camila. “Logo pensei em pedir à diretoria que fizesse algo, mas conversando com Ana Clara vi que ela estava lidando muito melhor com aquilo do que eu. Se tivesse interferido, faria um grande estrago.”

  5. Vá além do exemplo

Explicar por que se toma uma atitude ou outra em cada situação ajuda a formar crianças e adultos mais coerentes. Ernani Pestana, que trabalha com concepção de lojas, conta um episódio que ocorreu com sua filha Ádelin, 8 anos. “Certa vez, ela me perguntou por que eu estava devolvendo um produto no supermercado. Ele tinha sido cobrado errado, para menos, eu voltei para pagar a diferença e vi uma oportunidade de explicar uma atitude que eu gostaria que ela também tivesse”, diz Ernani, que também é pai de Emily, 3. As crianças estão sempre observando e os pais educando, mesmo sem planejar.


6. Há regras que mudam, outras, não

“Por que na casa do meu amigo ele pode dormir às 11 horas e eu preciso ir para cama às 9?” “E por que, quando estou com raiva, eu não posso bater no meu irmão?” Se você não ouviu perguntas como essas, certamente vai ouvir. Para Edimara de Lima, diretora pedagógica da Prima Escola (SP) e membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia, é natural e saudável que as crianças questionem as normas que vão conhecendo. “Regras foram feitas para serem seguidas, mas é preciso ensinar aos filhos que elas não são iguais em todos os lugares.” Há as universais, fundamentais para uma sociedade em harmonia e, que todos devem seguir. Mas há as específicas de uma escola ou uma casa, que seu filho vai compreender que mudam conforme hábitos e costumes. Isto é exercitar o respeito. “Ele entende que não há sempre um ‘certo’ e ‘errado’: às vezes o que existe é só ‘o diferente’”, diz Edimara.

  7. Mãe e pai também têm sua criptonita

Para os filhos, os pais são como super-heróis. São perfeitos, têm poderes especiais, não erram. É nisso que eles se fixam para ter segurança no mundo, principalmente quando ainda são muito novos. “É muito útil que os pais aproveitem as oportunidades de mostrar aos filhos que também sentem medo e tristeza”, diz o psiquiatra Alexandre Saadeh, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Por isso se um dia não der para segurar o choro na frente deles, tudo bem. Pode ser uma forma de ensinar que o importante é enfrentar o que nos aflige, e que assumir isso já é um passo e tanto. Por exemplo, se você tem pavor de altura e ele quer ir à roda-gigante, não deixe isso estragar o passeio no parque de diversões. Explique seus sentimentos, diga que está tentando mudar mas que ainda não consegue, e incentive que ele vá com outra pessoa. Vai unir ainda mais vocês.

  8. Ensine seu filho a ser independente

Sem os pais por perto, o filho precisa saber como se virar. E, por mais maluco que pareça, será junto de você que ele aprenderá isso. Como? Aproveite algumas situações do dia a dia. Deixe-o falar para o cabeleireiro como quer o corte – mesmo que você dê mais detalhes depois. Ou, na consulta com o pediatra, deixe que ele tente responder às perguntas do médico. Encoraje-o a dizer onde dói, o que está sentindo. “Faça isso sempre. Ele vai aprendendo aos poucos como se expressar, se fazer entender e argumentar”, diz Isabel Kahn Marin, psicanalista e professora da PUC-SP, que ouve pais e mães em sua clínica há mais de 30 anos.

  9. Trabalho em grupo desde cedo

Quando já estão na escola, o conceito de responsabilidade, essencial para viver em sociedade, fica ainda mais evidente para a criança. E a rotina contribui. “É por isso que elas recebem as lições de casa”, diz Alexandre Saadeh. Você pode ajudar desde cedo, delegando pequenas tarefas. Por volta dos 3 anos, por exemplo, seu filho já está pronto para entender que os brinquedos não voltam magicamente sozinhos para o lugar. Então, deixe-o guardar tudo depois de brincar. Mesmo que sua família tenha empregada ou babá que cuida da organização da casa, atribua-lhe alguns deveres, sempre com um tom positivo. É assim que seu filho se sentirá parte do grupo, no caso a família, e isso vai replicar na escola, nas relações com os colegas e, no futuro, com a equipe de trabalho.

  10. Ele é do mundo

É natural que as crianças pequenas se coloquem como o centro do universo, e isso talvez não provoque apenas uma posição egoísta diante da vida, mas também uma intolerância a tudo que não lhe seja familiar. Com o tempo, isso tende a mudar e, de novo, com a ajuda dos pais. “Se são de uma determinada religião, por exemplo, ao explicar sobre outras crenças para os filhos precisam fazê-lo sem demonstrar preconceito”, diz a psicanalista Isabel Marin. “Diga que você acredita que aquilo é o melhor para a sua família, mas que as pessoas podem pensar diferente.” Assim ele terá a liberdade para experimentar e conhecer, a única forma de fazer escolhas com consciência. Se precisar, mude os hábitos. Circulem por locais que não costumam ir, apresente-o ao mundo. Ao seu mundo e ao que não é o seu, mas que poderá ser o dele.

Fonte: Crescer

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Como temperar a papinha do bebê?

Confira as dicas da nutricionista Andréia Veiga




A criança desenvolve o paladar desde o nascimento e, por isso, é necessário temperar as papinhas de maneira adequada para estimular o aprendizado de sabores. A principal regra é usar pouco sal, pois com as ervas já é possível garantir o sabor. Temperos fortes como pimenta e curry são vetados. Andréia Veiga, nutricionista da Pequenos Gourmets, empresa que oferece refeições balanceadas para crianças, recomenda limão para temperar saladas. "O vinagre pode provocar alergias", diz. Ela também sugere que os temperos industrializados sejam substituídos pelos naturais. Se forem orgânicos, ou seja, produzidos sem agrotóxicos, melhor ainda. As papinhas salgadas podem ser temperadas com cebola, 
alho e azeite. As ervas, como salsinha, cebolinha, salsão, manjericão, orégano, coentro (muito utilizado no Nordeste), podem ser colocadas, mas em pequena quantidade, para não comprometer o sabor natural da refeição. Todos os temperos devem ser cortados em pedaços suficientemente pequenos para ser mastigados. Assim, o bebê visualiza os alimentos e aprende a distinguir sabor, cheiro, cor e textura de cada um. Já as papinhas doces não precisam de aromatizantes como açúcar, canela, cravo ou mel.

Fonte: Crescer

sábado, 11 de agosto de 2012

Como escolher uma atividade física para o seu filho

Aproveite as Olimpíadas para dar o exemplo e incentivar seu filho a praticar um esporte

Marcela Bourroul e Tatiana Bonumá



Judô, natação, ginástica olímpica, vôlei, basquete. Em época de olimpíadas, os esportes invadem a nossa vida. É só ligar a TV, abrir o jornal ou puxar conversa com alguém que o assunto cai nos esportes. 

Se você quer aproveitar o evento para incentivar seu filho a praticar uma atividade física, é importante prestar atenção no seu exemplo. Segundo uma pesquisa do Hospital National Jewish Health, nos Estados Unidos, essa é a principal maneira de estimular seu filho a se movimentar. 

No estudo, 83 casais e seus filhos com idades entre 7 e 14 anos receberam um podômetro (aparelho que mede quantos passos você dá). Tanto os pais quanto as crianças foram encorajadas a andar 2 mil passos a mais por dia. Os pesquisadores descobriram que nos dias em que as mães alcançavam a meta, as crianças davam em média 2117 passos a mais. 

O resultado era ainda melhor aos finais de semana. "Já é conhecido que há uma correlação entre os níveis de atividade física de pais e filhos. Esse é o primeiro estudo que mede essa relação”, disse, em nota, a médica Kristen Holm, coordenadora do estudo.

Segundo Ana Lúcia de Sá Pinto, pediatra e médica do esporte, pequenas atitudes dos pais podem ajudar as crianças a serem mais ativas. "Se a escola delas for perto de casa, vá a pé. Quando estiver no shopping, experimente subir pela escada normal", sugere. No final de semana, quando o tempo para curtir os filhos é maior, não adianta mandar eles brincarem na rua e ficar sentado no sofá. Descubra uma atividade que agrade a todos (bicicleta, futebol, tênis de mesa...) e proponha um programa em família.


E quando exemplo e estímulo andam juntos, você precisa entender que praticar uma atividade física deve ser um prazer para a criança. Caso ela queira aprender ou praticar algum esporte regularmente, vale pesquisar sobre o professor, sobre a escola e assistir pelo menos uma aula antes de matricular seu filho. 


Veja outras dicas para incentivar seu filho a praticar um esporte:


- Verifique se a escola possui estrutura para reduzir os riscos de acidentes físicos para as crianças, como por exemplo, o piso forrado com colchões especiais nas aulas de circo; 

- Cheque a imagem da escola junto aos pais dos alunos. Vale pedir o telefone de três na secretaria e conversar com eles sobre as aulas; 

- Pergunte há quantos anos o professor dá aulas e se ele tem experiência com turmas infantis; 
- Veja, durante uma aula, se o professor incentiva as crianças a enfrentarem os desafios de uma forma prazerosa e se dá atenção igual para todos; 

- Observe se o educador demonstra paciência e sensibilidade para respeitar o limite de cada aluno. Corrigir demais costuma reduzir a motivação da turma; 

- Olhe para o rosto do seu filho e perceba se ele parece animado, interessado e entrosado; 

- Por fim, leve seu filho para assistir uma aula e avalie se ele se mostrou interessado em participar.


Fonte: Crescer Online

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Animais de estimação para crianças







 Difícil encontrar uma criança que não queira ter um bichinho de estimação. Além da companhia, ter um animalzinho em casa pode ser um grande aprendizado para os pequenos. Ele é capaz de alegrar, curar e ajudar a transmitir valores como respeito, consciência ambiental e responsabilidade desde cedo. Abaixo, conversamos com a veterinária Tamie Baethge Iwao, do Centro Médico Veterinário, e tiramos algumas dúvidas sobre animais de estimação para crianças: 


 Quais os melhores bichinhos para uma criança ter em casa e em apartamento? 

Não existe animal melhor nem pior, mas claro que um cão grande exige um espaço maior (uma casa) e um hamster exige uma gaiola (pode ficar em um apartamento). Então acho que o mais importante é buscar aquele animal com o qual a criança tem afinidade. 

*Animais ideais para apartamento: cachorros de porte menor, peixinhos e hamsters. 

*Animais ideais para casa: cachorros de porte maior, gatos e coelhos. 

Qual a idade mínima para uma criança ter um animal de estimação? 

A partir do momento que ela entender que o animal tem suas necessidades e precisa de cuidados (pediatras costumam indicar para crianças a partir de 3 anos). Inevitavelmente, os pais serão os maiores responsáveis pelo bichinho, mas é sempre positiva a participação da criança. 

Quais características se deve observar na hora de comprar ou adotar um bichinho? 

Deve-se observar o comportamento do animal (independente da espécie escolhida), especialmente em grupo. Se são dominantes, muito ativos ou muito agitados. Também deve-se notar que aqueles que são os menores da ninhada ou muito quietos podem estar doentes. Filhotes geralmente são ativos e brincalhões! 

Quais as raças de cachorro mais indicadas para crianças? 

Cães maiores geralmente são mais dóceis e tolerantes com crianças. Labrador, Golden Retriever, Boxer e Weimaraner são raças extremamente sociáveis. Já nas raças menores, Maltês e Bichon Frisé são boas opções. 

Dizem que grávidas não podem ter gatos, pois correm o risco de contrair toxoplasmose. É verdade? 

Isso é um grande mito! A toxoplasmose é transmitida para a mulher grávida somente se ela ingerir carne crua ou mal passada, principalmente de porco e carneiro ou por vegetais mal lavados. 

*Segundo o Guia do Bebê, “gatos domésticos que não são alimentados com carnes cruas e não saem de casa (não tem como entrar em contato com fezes de outros gatos infectados ou comer animais que possam estar contaminados) não trazem risco algum de contaminação”. Mas como precaução, o melhor é deixar que outra pessoa limpe as caixas de necessidades dos gatinhos. Cuidados com a higiene do bichinho e dos alimentos ingeridos por ele e pela família são essenciais. 

Como lidar com o ciúme do animal de estimação quando a família aumenta? 

A chegada de um novo membro deve ser vista para o animal como uma coisa positiva. Não ignore o bichinho quando estiver com o bebê; deixe que ele cheire – essa é a forma do animal conhecer alguém; reforce positivamente o fato de estar próximo ao bebê (faça carinho, elogie, dê recompensas). Não o afaste como se ele fosse um perigo para a criança. Isso tudo também é novo para o animal. 

Quando pensamos em animais de estimação para crianças sempre nos vem à cabeça um cachorrinho. Mas bichinhos como hamsters, aves e porquinho da índia, também são indicados para crianças? 

Animais sempre são recomendados para crianças. Lembrando que animais menores são mais delicados, então a idade certa para ter um é a idade na qual essa criança já tem a compreensão que não deve puxar, amassar, mas sim tocar e fazer carinho com cuidado. Acredito que as pais sabem qual é a idade em que seu filho está apto a isso. 

Para quem está pensando em adotar um bichinho, onde ir? 

Hoje existem muitas ONGs que possuem animais (especialmente cães e gatos) de todas as formas e jeitos e que sempre precisam de um lar. A adoção também é um grande meio de ensinar valores às crianças! Mas se a opção for comprar um animal, procure um bom criador, conheça o local e converse bastante sobre aquela espécie ou raça. Esta é a melhor forma de conhecer bem seu futuro animal de estimação. Hoje existem muito criadores que exploram seus animais, cruzam diversas vezes e depois de certa idade são descartados, já que não produzem mais ninhadas tão satisfatórias. 

Fonte:http://babies.constancezahn.com/
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