sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Crianças aprendem senso de humor com os pais, diz estudo

Reação dos pais diante de acontecimentos é referência para os bebês definirem o que é engraçado, mas aos 12 meses eles já têm “opinião própria”

Thais Paiva

OK. Dizer que você é exemplo para o seu filho soa bem clichê. Mas já parou para pensar que até o senso de humor é algo que ele pode aprender com você? É exatamente isso que um estudo preliminar de pesquisadores da Johnson State College e University of New Hampshire, nos Estados Unidos está descobrindo em suas pesquisas.

Para entender como se desenvolve o senso de humor das crianças, eles analisaram 30 bebês em duas fases da vida deles – com 6 meses e 1 ano. As experiências se basearam em duas situações: na primeira, o pesquisador mostrava para as crianças uma figura de um livro e, depois, uma pequena bola vermelha. Em seguida, os mesmos eventos ganharam evidência. O pesquisador balançava o livro aberto na cabeça enquanto dizia "Zoop! Zoop!" e colocava a bola vermelha no nariz e falava "Beep! Beep!".

Diante das cenas, os pais foram instruídos a ter duas posturas: apontar e rir do pesquisador ou permanecer sem expressões. O resultado mostrou que, aos 6 meses, os bebês se interessavam sozinhos mais para aquilo que era considerado um evento absurdo, mas ficavam mais curiosos ao ver os pais rindo de uma situação engraçada.

Já com 1 ano, as crianças riram daqueles eventos absurdos, mesmo quando seus pais não demonstraram qualquer reação. Segundo os cientistas americanos, o senso de humor também entra no quesito “referências sociais” que os filhos ganham a partir dos pais. “Nossa descoberta sugere que aos 6 meses as crianças começam a ver os pais como fonte de informação emocional”, disse Gina Mireault, um dos autores do estudo, em entrevista ao jornal britânico Telegraph. O especialista reforça que já era conhecido que aos 8 meses os filhos observam a reação dos pais para determinar se uma situação é considerada perigosa ou ameaçadora, mas o que não se sabia era que essas referências aconteciam mais cedo ou em outras situações.

Segundo a psicóloga Patrícia Bader, do Hospital São Luiz (SP), durante a primeira infância o senso de humor é muito primitivo, já que a criança é incapaz de entender metáforas elaboradas. “Ela vai achar graça, principalmente, do que os outros riem, num processo de imitação, e de coisas mais exageradas, alegóricas, como é a figura do palhaço, por exemplo.

Mas, a partir dos 8 meses, ela começa a se perceber e interagir com os outros, desenvolvendo a noção de humor”, explica. E nessa fase, diz Patrícia, a criança passa a desenvolver um repertório de referências em sua memória, a partir do que vivenciaram até então – e é ele que vai ajudá-la a saber como deve se comportar diante de algumas situações.

A psicóloga reforça, ainda, que o senso de humor de fato só será desenvolvido mesmo quando há domínio das habilidades cognitivas e de linguagem, principalmente metáforas, ironias, o que vai acontecer bem mais tarde, cuja idade varia de criança para criança.

Vale lembrar que não é só no começo de vida que o seu filho vai ter você como principal fonte de referência. Os pais serão exemplo sempre. “Crianças são influenciadas pela forma como os pais encaram a vida. Um ambiente propício ao bom humor é essencial na hora de ensinar seu filho a rir da vida e de si próprio”, acredita a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo (SP).

E ela completa: “Uma criança que lida positivamente com suas emoções têm menos chances de desenvolver problemas psicológicos no futuro. O bom humor funciona como vacina para diversos males”. Quer motivo melhor para dar risada?

Fonte: Crescer Online

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O que é melhor? Chupeta ou dedo?


Os bebês usam a sucção para se acalmar. O hábito vem desde o útero materno --há até quem consiga ver o filho chupando o dedo durante um ultra-som na gravidez --, e é a forma como muitas crianças lidam com a tensão.

Há muitas vantagem em deixar o bebê chupar o dedo em vez de usar uma chupeta: os dedos estão sempre disponíveis, não caem no chão, não são presos de forma potencialmente perigosa à roupa da criança e estão sempre sob o controle dela.

É um hábito que geralmente vai embora sozinho quando a criança desenvolve outras formas de se confortar, por volta de 4 ou 5 anos, embora muitas delas acabem chupando o dedo à noite ou em situações de mais ansiedade ou estresse por anos a fio.

Se seu filho chora muito e demonstra ser mais "sugador", a chupeta também pode ser uma maneira eficiente de acalmá-lo e de dar um respiro para toda a família. Saiba, contudo, que há uma ligação entre o uso frequente de chupeta e a ocorrência de otites. Acredita-se que a sucção da chupeta eleve a chances de uma infecção migrar da boca para a tuba auditiva (trompa de Eustáquio). Para minimizar os riscos, tente limitar o uso da chupeta, como, por exemplo, só oferecendo-a na hora de dormir.

E é também neste momento que a chupeta é apontada por algumas pesquisas como um fator que ajuda a prevenir a síndrome da morte súbita infantil (SIDS, na sigla em inglês), uma condição ainda inexplicável que leva à morte de bebê menores de 1 ano. Mas não se preocupe se seu filho não gosta de chupeta e não vá forçá-lo a chupar só por causa da possível relação no caso da síndrome. Tranquilize-se e leia nosso artigo com dicas de como proteger o seu bebê.

Se você estiver dando de mamar, é melhor esperar o bebê completar pelo menos 1 mês antes de oferecer a chupeta, já que seu uso cedo demais pode interferir no aleitamento materno.

Alguns especialistas acreditam que a chupeta pode confundir o bebê que mama no peito e dificultar a "pega" correta. Outro problema apontado por quem é contra a chupeta é que o tempo com ela na boca reduziria o tempo que a criança pode passar no peito, comprometendo a produção do leite.

Recomenda-se começar a desacostumar os bebês da chupeta por volta de 1 ano, para evitar problemas com a dentição. Na verdade, chupar o dedo também pode afetar o crescimento e o desenvolvimento dos dentes , mas alguns especialistas acreditam que a chupeta possa, ainda por cima, interferir no desenvolvimento da fala. Não tente acabar com o hábito na marra, porque, até que a criança esteja pronta para isso, as chances de sucesso não são lá muito altas, e vocês dois podem acabar se frustrando.

Se decidir restringir o uso da chupeta, experimente oferecer um "paninho" de tecido macio ou algum brinquedo mais mole para substituir a sensação reconfortante que a criança obtém com ela. 
 
Daphne Metland
 
Fonte: Babycenter 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O que um bebê de oito meses consegue fazer?

O que um bebê de oito meses consegue fazer?

Geralmente, é com 8 meses que a criança entra na fase do engatinhar, o que significa um grande progresso nas suas funções motoras, coordenação, equilíbrio e desenvolvimento mental.
A criança desenvolve a habilidade de engatinhar e logo dispara pela casa como um foguete em todas as direções, inclusive de ré. Consegue até mesmo engatinhar com uma das mãos, levando um brinquedo ou objeto na outra.
Quando a criança engatinha ela ganha independência para se locomover sozinha, buscar o brinquedo que está longe, procurar a mãe pela casa, ir atrás de barulhos. E, com isso, demonstra sua vontade, sua inteligência, sua personalidade.
Com o engatinhar vem logo a vontade de ficar em pé. A criança gasta um bom tempo do seu dia debruçando-se em móveis, camas e mesas baixas para levantar e ficar em pé sozinha. Embora tenha força nos braços e pernas, não consegue largar as mãos e se manter firme. Logo cai sentada.
O bebê de 8 meses já reconhece o seu nome quando é chamado e algumas outras palavrinhas repetidas constantemente pela mãe. Sua linguagem continua evoluindo e ele não para de balbuciar sílabas e testar sua voz e os sons que produz, dando diferentes entonações.
Sua capacidade de brincar é grande e ela participa ativamente das brincadeiras propostas, trocando sinais com os adultos e demonstrando diferentes reações às provocações. Nessa fase, ela começa a imitar gestos.
Outra característica do bebê de 8 meses é que ele quer morder tudo, até as pessoas, mas como uma forma de carinho, para experimentar. Também aprende a usar as mãos de todas as maneiras, inclusive para puxar os cabelos da mamãe.
Como estimular o bebê de oito meses?
“Cadê a mamãe? Achou!”. O bebê de 8 meses adora essa brincadeira em que a mãe se esconde atrás de uma fralda e ele tem que tirar o pano do rosto para achá-la.
O desenvolvimento social da criança é expressivo no oitavo mês. Os pais podem introduzir brincadeiras como fazer caretas e sons para a criança imitar, bater palma, brincar de pegar e soltar e colocar o bebê a cavalo sobre a barriga. Brinquedos para martelar, empilhar e desmontar podem distrair a criança durante certo tempo.
Faça a experiência de colocar o bebê em frente a um espelho e veja como ele faz festa para a própria imagem.
Como dissemos anteriormente, a educação da criança começa logo após o nascimento. Quando ela coloca o dedo na tomada, enfia um chinelo na boca, pega um enfeite da mesa da sala, os pais devem dizer “não”, com voz séria e firme, para que ela aprenda os seus limites.
Certamente o bebê não vai compreender o significado da palavra “não”, mas vai notar o tom da voz da mãe, a cara séria e assim, com o tempo, entender que não deve mais fazer aquilo.
O importante na educação do bebê é que os pais saibam respeitar os filhos. O correto é que digam “não” olhando nos olhos da criança, retirem o objeto inadequado da mão do filho, fale com a voz firme e sem berrar. Só assim a criança vai aprender a respeitar e obedecer aos pais.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ataques de birra frequentes podem esconder problemas mais graves, diz pesquisa

Se as explosões são agressivas, acontecem diariamente e sem motivo aparente podem ser um sinal de que a criança está “pedindo ajuda”

Bruna Menegueço

  shutterstock
Quem nunca viu um ataque de birra no meio do corredor de um supermercado? Aqueles em que a criança bate o pé, se joga no chão, chora, grita e esperneia? Apesar de nos deixar morrendo de vergonha, a birra faz parte do desenvolvimento infantil e acontece quando a criança ainda não tem maturidade suficiente para lidar com uma determinada frustração e acaba explodindo. Essa explosão vem em forma de choro incontrolável, gritos, aquela movimentação intensa difícil de conter.

LEIA MAIS: Por que bater não educa e ainda torna o seu filho agressivo, agora e no futuro

Os ataques de birra sempre acontecem por um motivo e são dirigidos a alguém. Por exemplo, seu filho pode estar com sono, cansado ou querer um brinquedo que não vai ganhar e, então, explode, para testar o limite dos pais ou de quem está cuidando dele naquele momento. Mas agora a ciência resolveu olhar para o que pode estar por trás dos ataques que acontecem sem motivo aparente, ou seja, quando ele está brincando ali sozinho e, de repente, explode, sem se dirigir a ninguém.

Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina Feinberg, da Universidade Northwestern, em Chicago, nos Estados Unidos, com pais de 1.490 crianças de 3 a 5 anos, mostrou que, quando a birra acontece diariamente, de forma agressiva e sem motivo, ela pode esconder outros problemas. Para chegar a esse resultado, os pais responderam a um questionário com cinco perguntas sobre o comportamento de seus filhos no mês anterior.

De acordo com o relato dos participantes, 83,7% das crianças têm ataques de raiva ocasionalmente, sempre provocados por um motivo, ou seja, quando a criança se frustra ou está cansada – como aquela situação que contamos no início desta reportagem. Mas 8,6% “explodem” diariamente e sem motivo - e a birra dura mais de cinco minutos e de forma agressiva (com chutes, tentativas de agredir os pais, os irmãos e até a si mesma).

“Apesar de ser um estudo baseado apenas no comportamento das crianças no último mês, pude perceber, ao analisar os dados, que não é comum uma criança ter ataques de birra todos os dias, principalmente quando acontecem sem motivos e não são direcionados a uma pessoa, como o pai ou a babá”, disse, em nota, Lauren Wakschlag, principal autor do estudo e vice-presidente do departamento de medicina da Universidade. No entanto, o especialista destaca que é preciso cautela antes de definir o que é ou não normal no comportamento e desenvolvimento de uma criança.

Para a psicóloga infantil Patrícia Nakagawa, da Universidade Federal de São Paulo, certos comportamentos escondem outros problemas que podem estar causando sofrimento à criança. Pode ser uma crise de ansiedade causada pela mudança de casa, de escola, a morte de um parente querido ou de um animal de estimação, a separação dos pais e até mesmo a falta de diálogo em casa. Essa é uma forma de a criança pedir socorro. O melhor a fazer é procurar a ajuda de um profissional.

LEIA MAIS: E quando o seu filho chora compulsivamente em local público?


Importância da rotina

Se você está na dúvida se os ataques de birra do seu filho estão dentro do esperado, comece, antes de tudo, observando se algo mudou na rotina dele. Criança gosta de saber o que vai acontecer, o que pode e não pode fazer. É assim que ela se sente segura. Por isso, a família toda precisa se organizar. Se alguma coisa diferente aconteceu recentemente, converse com a criança e tente entender o que pode estar provocando essas crises de nervosismo. Se achar necessário, converse com o professor, mas não deixe de pedir ajuda de um especialista.


Sim, dá para evitar!

Vale lembrar que a birra clássica começa muito antes dos berros e do choro. É uma manha, um pedido que não pode ser realizado, um lugar muito agitado e cheio de gente, sono e cansaço. Quando os primeiros sinais surgirem, é hora de negociar. E aí, vale conversar, mudar de ambiente, propor uma brincadeira, pedir a ajuda dele, enfim, mudar o foco! Se mesmo assim, ele explodir, é hora de aprender a lidar com a birra. E aqui não importa se ela acontece todos os dias, de forma agressiva, sem motivo ou é esporádica, por um motivo certo para atingir alguém. O melhor jeito, segundo a psicoterapeuta Teresa Bonumá, de São Paulo, é sempre ter muita paciência. Veja a seguir:

- Se a criança estiver em um lugar perigoso em que possa se machucar ao se debater, como, por exemplo, próximo à prateleira do supermercado ou na cozinha, retire-o de lá imediatamente, não importa a intensidade do berro dele.

- Não grite e lembre-se de que você serve de modelo para o seu filho. Por isso, quanto mais calmo você ficar, mais rápido a situação vai se resolver.

- Desvie o foco da criança. Como ela está nervosa, evite conversar. Quando perceber que se acalmou, é hora de dar um abraço bem gostoso para ela perceber que está tudo bem e, só então conversar. Tente explicar a ela o porquê explodiu usando uma linguagem fácil para que a criança entenda.

- E, se achar necessário, você pode dar ao seu filho um castigo, sempre de acordo com a idade. Por exemplo, se ele jogou o brinquedo no chão pode ser que ficar sem ele já seja suficiente. Se ele for mais velho, vale excluir algo importante para ele, como a TV ou o computador por um tempo. O mais importante é que a criança perceba a relação entre o que fez e a consequência. Aos poucos, seu filho vai entender e, se for preciso, peça, sim, a ajuda de um especialista. Vai ser bom para ele e para você!

Fonte: CrescerOnline

Filhos únicos têm mais chance de ser obesos, diz estudo

Assistir a muita televisão e brincar menos são hábitos que podem levar crianças sem irmãos a desenvolver sobrepeso

Thais Paiva

  shutterstock
O nosso corpo pode ser influenciado por nossa estrutura familiar? Ter um, dois ou nenhum irmão pode ser relevante para nossa saúde? Segundo estudo publicado no site Nutrition and Diabetes, a resposta é sim quando o assunto é obesidade. A pesquisa, realizada com 12.720 crianças entre 2 e 9 anos, de oito países da Europa, apontou que filhos únicos podem ter até 50% a mais de chance de desenvolver problemas relacionados ao peso se comparados com crianças nas mesmas condições que possuem irmãos.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores mediram o índice de massa corporal dos participantes, e seus pais tiveram que responder a um questionário sobre o estilo de vida dos filhos, que incluía os hábitos alimentares, tempo gasto assistindo a televisão, brincando, entre outros aspectos. O resultado mostrou que as crianças do estudo que não tinham irmãos passavam mais tempo na frente do computador ou televisão, tornando-se sedentários e comendo compulsivamente.

Para Patrícia Spada, psicóloga especializada em obesidade infantil, as causas da obesidade infantil são complexas, por isso é necessário levar em consideração a dinâmica da família como um todo. “Como já sabemos, a genética, o sedentarismo, o modelo parental, o relacionamento e dinâmica familiar, temperamento e personalidade da criança, entre tantos outros fatores são aspectos que influenciam na doença”, diz. Assim, não é possível afirmar com segurança quanto qualquer um destes aspectos isolados pode ser decisivo para a ocorrência da obesidade. “Além disso, há crianças que são filhas únicas e apresentam nutrição perfeita”, lembra a psicóloga.

Isso quer dizer que, independente de você ser mãe de um único filho ou mais, se é do tipo que cai na tentação para recompensar a criança com um doce, ou uma comida, por alguma atitude positiva, ou a alimentação não é balanceada como deveria ser, o efeito da obesidade também estará presente na sua família. O mesmo vale para as atividades físicas. OK, ter só uma criança em casa pode até diminuir a frequência das brincadeiras que resultem em gasto energético, mas o seu estímulo será fundamental para tirar o seu filho do sofá e se divertir com ele, sempre. De quebra, você também vai gastar mais calorias. 
 
Fonte: Crescer Online
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...