segunda-feira, 25 de junho de 2012

Descuido da família é principal causa de crise alérgica em crianças

Mesmo quando pais recebem instrução sobre como evitar o problema, a maioria das crianças tem, em média, um episódio de reação alérgica por ano

 
 

Alergia alimentar: pesquisa observou que 72% das crianças com alergia a leite ou a ovo apresentaram ao menos uma reação alérgica em um período de três anos (ThinkStock)
A maioria das crianças com alergia a determinados alimentos, mesmo quando suas famílias foram instruídas sobre como evitar o problema, sofre episódios de reação alérgica uma vez ano. Quando o caso é grave, apenas um terço desses jovens recebe o medicamento adequado para a reação. Essas são as conclusões de um novo estudo feito pelo Consórcio de Pesquisa em Alergia Alimentar, um grupo formado por especialistas da Faculdade de Medicina Mount Sinai, nos Estados Unidos. O trabalho foi publicado nesta segunda-feira na revista Pediatrics.
O trabalho se baseou em dados de 512 crianças que tinham alergia a leite ou a ovo. Todas as famílias tinham recebido instruções sobre quais alimentos deveriam ser evitados pelas crianças e prescrições dos medicamentos que deveriam ser aplicados em caso de reação alérgica. Após acompanharem as crianças durante três anos, os pesquisadores observaram que 72% delas tiveram ao menos uma reação alérgica nesse período, com uma média de um episódio por ano. De acordo com os autores, essas reações foram atribuídas à falta de supervisão, má interpretação das informações nas embalagens dos alimentos, contaminação cruzada e erros cometidos durante a preparação dos alimentos.
A pesquisa também mostrou que, entre todas as crianças que apresentaram alguma reação alérgica, 11% tiveram anafilaxia — um quadro grave de reação caracterizado por problemas como inchaço da garganta, tontura e desmaio. Desses casos, apenas 30% das crianças receberam o medicamento adequado. Segundo o estudo, os pais que não administraram a droga por medo, não reconheceram a crise como sendo grave ou não tinham a droga disponível no momento da crise.
“Esse estudo reforça a importância de educar os pais e as outras pessoas que cuidam das crianças sobre como evitar reações alérgicas graves provocadas por alimentos, bem como quais são os medicamentos adequados para episódios como esses”, diz Scott Sicherer, que coordenou a pesquisa.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/pesquisa-mostra-que-descuidos-da-familia-sao-principais-causas-por-crise-em-criancas-com-alergia-alimentar

domingo, 24 de junho de 2012

Protetor olhos para nenêm


Achei esta idéia maneirissima! Pelo menos assim não corremos o risco de deixar cair sabão ou shampoo nos olhos do bebê. Parabéns para o criador

sábado, 23 de junho de 2012

Primeiros dentinhos

Hoje, minha pequena, Maria Mariah completou 5 meses, e uma grande surpresa: Dois dentinhos já surgiram na boquinha. Levei um baita susto, pois estava esperando alguma mudança de comportamento, irritação, febre ou vermelhidão na gengiva, e, ainda bem, não passei por nada disso. A única coisa que percebi foi um aumento da coceira da gengiva e muita baba. Quando vi, já estavam dois pontinhos branquinhos na boca. Parabéns para ela pelos 5 meses e pelos dentinhos.


Os mordedores ajudam bastante nessa época de coceira. Tem uns que tem gel por dentro, que são mantidos na geladeira para ficarem gelados na hora da brincadeira, aliviando mais a coceira. E não pode-se esquecer do babador, ainda mais agora no frio, senão a blusa fica toda molhada. Eu tenho minhas neuras com babador de amarrar, pois acho que a fitinha vai machucar o pescoço. Bem, até agora deu tudo certo.




sexta-feira, 22 de junho de 2012

Acidentes na infância


Bebê aproximando a mão da tomada - eprom /ShutterStock

Como prevenir e socorrer em casos de emergências

Acidentes são comuns durante a infância, portanto, os pais devem estar sempre preparados para agir com os primeiros socorros e buscar ajuda médica rapidamente. A maioria dos acidentes com bebês e crianças, sobretudo as quedas, causa lesões leves, porém, alguns podem ser fatais.
Segundo o Dr. Paulo Sérgio Ciola, chefe do Departamento de Pediatria do Hospital Ana Costa, os acidentes são a causa mais comum de mortes em crianças maiores de um ano. Também causam incapacidade e sofrimento significativos em crianças e podem acarretar estresse pós traumatismo.
Os tipos de acidentes que acometem os pequenos dependem da idade e do estágio de desenvolvimento da criança. Por exemplo, na fase entre 1 e 2 anos de idade, os acidentes em geral ocorrem no domicilio. As crianças com essa faixa etária são propensas às quedas, escaldaduras, ingestão de substâncias potencialmente nocivas, e afogamentos na banheira ou piscina.
“Lactentes e crianças de 1 a 2 anos necessitam de supervisão constante feita por adultos. A maioria dos acidentes graves em crianças pequenas pode ser prevista e prevenida por um adulto”, alerta o Dr. Ciola.
Já as crianças maiores sofrem uma gama diferente de acidentes, sobretudo como pedestres ou ciclistas, durante a prática de esportes ou por quedas ao escalar alturas.
Prevenção de acidentes e procedimentos de emergência:
- Acidentes com pedestres: as crianças entre 5 e 9 anos estão sobre risco máximo, sobretudo na saída da escola. São incapazes de estimar a velocidade ou prever perigos do trânsito e situações perigosas. Embora seja importante conscientizar as crianças sobre os riscos, a prevenção primária deve ser feita com supervisão adulta.
- Acidentes com passageiro: uso do cinto de segurança e cadeira adequadas para idade e posicionamento correto é fundamental para evitar acidentes no trânsito.
- Acidentes com ciclistas: quando a criança aprende a andar de bicicleta as quedas são inevitáveis. Portanto, o uso de capacete de segurança é muito importante para evitar lesões graves. 
- Lesões internas: muitas vezes aparentemente a criança não está machucada após um traumatismo intenso, porém, pode haver lesões internas. Nesses casos devem ser levadas ao Pronto Socorro imediatamente após o acidente para serem realizados exames.
- Queimaduras e Escaldaduras: as queimaduras são a segunda maior causa de morte mais frequente na infância. Alguns cuidados para prevenir esse tipo de acidente são evitar que as crianças circulem perto de fogões, deixar os cabos das panelas sempre virados para dentro, e não deixar tomadas sem proteção. As crianças com grandes queimaduras deverão ser encaminhadas imediatamente ao Pronto Socorro.
Para queimaduras leves (apenas vermelhidão sem formação de bolhas provocados por contatos leves com ferro quente, panela quente, etc.) coloque a parte queimada embaixo de água corrente fria ou, se possível, dentro de uma vasilha com água fria por uns 5 minutos. Após isso apenas enxugue sem esfregar e envolva a área com uma gaze ou pano limpo e seco. Não passe ou coloque nenhum tipo de produto (pomadas, pó de café, pasta de dente, etc.) e nem esfregue no cabelo.
Se a queimadura for mais intensa, com formação de bolhas, coloque a área afetada embaixo da água corrente por 5 minutos. Se for preciso coloque a pessoa no chuveiro (água sempre fria). Depois de passados os 5 minutos envolva o corpo com um pano limpo e seco (não esfregue) e leve a pessoa ao pronto-socorro imediatamente.
Se a queimadura foi resultante de contato intenso com fogo ou produtos químicos, leve o paciente imediatamente ao pronto-socorro.
Importante! Nunca fure as bolhas.
- Afogamentos ou quase afogamentos: deixar uma criança sozinha em uma banheira, mesmo que só por alguns minutos, pode ser fatal. Mesmo as crianças maiores podem escorregar e ter dificuldade de se levantar em uma banheira cheia de água. As piscinas devem ter cercas ou redes que evitem o acesso. Ainda assim, a supervisão de um adulto sempre que estiverem perto do local é importante.
- Intoxicação: crianças são curiosas e adoram experimentar coisas que desconhecem. Para evitar esse tipo de acidente, evite armazenar produtos de limpezas em garrafas PET de refrigerantes, não deixe produtos tóxicos ao alcance dos pequenos, guarde remédios em armários trancados. Caso haja ingestão de quaisquer produtos, seja limpeza, remédios ou outras substâncias, a criança deve ser imediatamente levada ao Pronto Socorro.
- Engasgamento: crianças pequenas adoram levar objetos estranhos à boca e é comum engasgar ou sufocar com eles. Para evitar, não deixe peças pequenas por perto. Se ocorrer o engasgamento, estimule a criança a tossir e tente retirar da garganta se o objeto estiver à mostra. Caso contrário, leve imediatamente a um pronto socorro para que um profissional possa fazer a remoção adequadamente.
- Traumatismo Crânio Encefálico: esta é a maior causa de morte em crianças. Em geral, para evitar esse tipo de trauma, não deixe as crianças sem supervisão de adultos. Lembre-se que os pequenos são rápidos e não tem noção do perigo. Verifique sempre a segurança do ambiente e a manutenção dos brinquedos. Mesmo parquinhos projetados para crianças podem oferecer perigo. Em casos de trauma, é mais importante entrar em contato com pediatra da criança ou levá-la ao Pronto Socorro.
Em qualquer caso de acidente com crianças, é importante os pais manterem a calma para socorrer a criança. Não é recomendado medicar a criança sem a orientação de um pediatra. Em casos de traumas leves, os pais podem observar a criança e ligar para o pediatra para pedir orientações. Se houver cortes profundos, lesões, intoxicação, queimadura, engasgamento ou outro trauma grave, a criança deve ser imediatamente levada ao Pronto Socorro.
TELEFONES IMPORTANTES
Verifique em sua região quais os telefones de emergência disponíveis como os da polícia, bombeiros, resgate (ambulâncias) e tenha-os sempre à mão (coloque-os na agenda de seu celular e também anote-os em um papel e deixe fixado em sua geladeira, por exemplo).
Para casos de intoxicação anote o número: 0800-0148110
Esse é o telefone do CEATOX-SP - Centro de Assistência Toxicológica do Instituto da Criança do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Atendimento 24 horas / todos os dias.
Ao ligar procure ter em mãos:
  • Idade do paciente
  • Peso do paciente
  • Como foi o contato com o produto
  • Há quanto tempo foi a exposição
  • Os sintomas que o paciente está apresentando
  • Informações sobre o produto - Tenha a embalagem em mãos
  • Um número de telefone para contato
Colaboração : Dr. Paulo Sérgio Ciola, pediatra chefe do departamento de Pediatria do Hospital Ana Costa, e Dra. Giuliana Taveira, médica residente do segundo ano de Pediatria do Hospital Ana Costa.

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/acidentes-na-infancia/

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Dicas para um soninho bom das crianças

Essa semana minha mais velha fez cinco anos, e, desde que ela veio da maternidade, ela foi pro quartinho dela, mas sempre dormiu com a minha companhia ao lado da cama. Depois que ela pegava no sono, eu ia para meu quarto, e assim foram longos 5 anos. Agora que ela tem um entendimento melhor, combinei depois do aniversário de 5 anos ela iria passar a dormir sozinha. Ainda estamos no 3o dia, mas ela já esta indo pro quarto e deitando. Levanta algumas vezes na 1ª hora para conferir se ainda estou em casa, mas depois acaba pegando no sono sozinha. Assim, me libera um pouco mais de tempo e estou tentando aumentar a independência dela. Acho que agora dá certo.


Dicas para melhor administrar a hora de dormir das crianças:

1- Qual é a regra de ouro para acabar com as brigas na hora de dormir?

Rotina. Parece fácil, mas muitos pais têm dificuldade em manter diariamente os mesmos hábitos. Criança precisa ter horários e rituais e eles devem ser repetidos. Se seu filho chora ou não consegue dormir, não tem que colocá-lo no carro e dar voltas no quarteirão até ele pegar no sono, por exemplo. Ele deve ser independente e adormecer sozinho.

2- Como ensiná-lo a fazer isso?

Estabeleça um ritual e o respeite. Pode ser dar o jantar, um banho relaxante e ler um livro juntos. A idéia não é fazer a criança dormir, mas criar oportunidade para isso acontecer. Dê boa-noite, apague a luz e saia, deixando-a um pouco acordada na cama. E é preciso manter esse ritual. Se chegar tarde do trabalho e for hora da criança descansar, honre o horário e procure outra oportunidade para ficar com ela, por mais que seja doloroso.

3- E se a criança acordar de madrugada?

Se for freqüente, pode indicar um problema para manter o sono. Durante a noite, é normal a criança acordar, mas deve voltar a dormir sozinha. Quando bebê, espere alguns minutos antes de atender o choro e não o tire do berço, apenas fique por perto. Dessa forma, ele entende que você está junto, mas que não é hora de comer nem de brincar. Se seu filho for maior, vai precisar de limite. Resista à vontade de deixá-lo na sua cama e leve-o de volta ao quarto dele. É importante que ele durma no mesmo local que acorde, para não se assustar ao abrir os olhos.

4- Pode dormir com os pais?

Sem dúvidas, é mais cômodo para os adultos e mais confortável para a criança ficar na cama dos pais. Porém, o melhor é que cada um durma no próprio espaço. O quarto dos pais é para a intimidade do casal. Se se surpreender com um par a mais de pernas na sua cama, vença a preguiça e o leve para o quarto dele, pois pode virar um hábito.

5- O que fazer se o bebê trocar o dia pela noite?

Bebês dormem muito, praticamente o dia e a noite toda. Se perceber que o sono noturno está diminuindo, procure encurtar as sonecas diurnas, oferecendo outras atividades, como brincadeiras e passeios. Mas sem exageros, pois se a criança ficar muito cansada, também terá dificuldades para dormir.

DICA DA CRESCER: Dizem que a criança acalma quando ouve o barulho de água escorrendo. Se, no meio da madrugada, seu bebê começar a chorar, em vez de levá-lo ao banheiro mais próximo e abrir a torneira (o que contribuiria para o desperdício de água), grave o som e deixe-o tocando no quarto.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI12159-15046,00.html

Bebês e animais


Você não precisa se desfazer de seu animal quando está grávida, ou tem filhos. Converse com seu médico a respeito da convivência com animais e mantenha sempre seu animalzinho vacinado, vermifugado e livre de ectoparasitas (pulgas e carrapatos, por exemplo).




Todo animal precisa de uma consulta com seu veterinário, pelo menos, uma vez por ano, a fim do veterinário ver se tem algo de errado com ele. Converse com seu veterinário quando estiver grávida, ou com nenêm, ele que irá melhor lhe instruir do que fazer.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Lavagem de frutas e verduras



A recomendação do Ministério da Saúde é que frutas que sejam comidas com casca e verduras e hortaliças consumidas cruas sejam higienizadas ficando de molho em soluções à base de cloro, e não no vinagre.

O vinagre não é suficiente para matar os microorganismos que podem causar doenças na criança e na família toda.

O ideal é usar produtos especiais para limpeza desses alimentos, feitos com hipoclorito de sódio. Eles são encontrados em supermercados, farmácias e alguns postos de saúde, e a embalagem explica como usar: normalmente são algumas gotas por litro de água, e deixa-se as frutas e hortaliças de molho por cerca de 15 minutos.

Depois é só enxaguar com água filtrada, se quiser, para tirar o gosto e cheiro de cloro.

No caso de você não ter à mão esse tipo de produto especial (que costuma ser caro), pode usar água sanitária, que é feita com o mesmo princípio ativo, hipoclorito de sódio, desde que o rótulo recomende esse uso. A proporção recomendada pelo Ministério da Saúde é uma colher de sopa de água sanitária para 1 litro de água.

"A diferença entre os desinfetantes para hortifrutícolas à base de hipoclorito (como o Hidrosteril) e a água sanitária que comprova eficácia contra E. coli e E. faecium é o preço: a água sanitária é bem mais barata. A fórmula é praticamente a mesma, e a eficácia é exatamente a mesma (pois ambos os produtos passam pelos mesmos testes)", explica a assessoria de imprensa da Anvisa.



Mas atenção: você não pode usar para higienizar alimentos produtos que digam na embalagem que são alvejantes, limpadores, tira-manchas etc. Só pode quando está escrito " água sanitária".

Na água sanitária é proibido acrescentar outras substâncias. Por isso, a embalagem precisa dizer claramente que se trata de água sanitária, e que o produto está de acordo com a regulamentação da Anvisa.

Em produtos como alvejantes, limpadores, tira-manchas etc., além do hipoclorito de sódio, pode haver corantes, fragrâncias, detergentes, entre outros, que podem ser tóxicos.



Há algumas águas sanitárias, porém, que dizem na embalagem que não devem ser usadas na higienização de alimentos. Segundo a Anvisa, são produtos de empresas que preferiram não passar pelos testes de eficácia contra micróbios.

Portanto, você pode usar água sanitária segundo a recomendação do Ministério da Saúde (1 colher de sopa de água sanitária por litro de água), ou seguir as instruções do rótulo das águas sanitárias que fazem indicação para hortifrutícolas.


Revisado pela nutricionista Tânia Rodrigues, da RGNutri Consultoria Nutricional

Fonte: http://brasil.babycenter.com/baby/introduzir-solidos/como-lavar-frutas/ 

A polêmica dos videogames

A polêmica dos videogames


É por volta dos 5 anos que a garotada passa a se interessar pelos tão comentados videogames. O maior fã, geralmente o próprio pai, incentiva o filho a trilhar o mesmo caminho, promovendo saudáveis disputas em frente à telinha. Enquanto a ala masculina se diverte, a mãe fica com os cabelos em pé na eterna dúvida: “Será que o videogame promove algo de bom para o meu filho?”
Para a surpresa de alguns, os especialistas dizem que sim. Ele pode ser inclusive uma ferramenta importante na educação. Os jogos ajudam a desenvolver o raciocínio, a atenção, a habilidade de se observarem detalhes e também a agilidade do pensamento, de tomada de decisões e execuções de tarefas. Tudo isso porque, para jogar, a criança aprende a fazer escolhas à medida que precisa de planejamento e direcionamento.
Como tudo, o excesso pode atrapalhar esse benefício. A diversão só se torna preocupante quando ela quer apenas saber de jogar e não aceita derrotas. Por essa razão, é importante que os videogames não sejam a única opção de brincadeira. O ideal é limitar o tempo que se passa jogando, acostumando-o a variar as atividades, inclusive com opções ao ar livre. Dessa forma você estará contribuindo para que seu desenvolvimento seja mais completo.


Fonte: http://revistacrescer.globo.com 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Tirando a fralda

Algumas crianças deixam as fraldas mais cedo que outras. Algumas deixam as fraldas logo que entram na creche/escola. E outras parecem que não vão deixar nunca as fraldas. É preciso muita paciência.

 

O treino ao penico ou vaso sanitário depende do amadurecimento dos músculos responsáveis pelo controle do ato de urinar e defecar, que são os esfíncteres. Este amadurecimento se dá por volta dos dois anos de idade e adquire a plenitude por volta dos três anos, assemelhando-se ao estado de amadurecimento dos adultos.
Os pais devem ficar atentos, pois a criança sinaliza quando começa a se sentir incomodada por estar molhada ou com fezes, ou seja, está pronta para iniciar o treino.
Geralmente, o controle das fezes é mais bem sucedido e mais fácil que o da urina, pois pelo fato de a criança fazer menos vezes ou uma vez por dia, acontece quase sempre no mesmo horário. Além do quê, é difícil ocorrer à noite, durante o sono e mesmo com o corpo em estado de relaxamento.

É um processo que exige muita paciência e calma por parte dos pais, pois depende também de que a criança reconheça a vontade de evacuar ou de urinar, saiba se expressar adequadamente, para que possa ir ao lugar conveniente. Para isto, já deve ter sido providenciado o penico ou assento sanitário infantil.
Seria interessante, inclusive, que a própria criança escolhesse o seu ¨troninho¨, para que houvesse um estímulo a mais para iniciar o treino. Ele deve ser confortável e que possibilite o apoio dos pés no chão.
Mesmo assim, muitas vezes pode acontecer de não dar tempo. Os pais devem respeitar as dificuldades infantis, o seu próprio ritmo de aprendizagem, sem críticas, pois ela já se sente frustrada por não corresponder ao que esperam dela, bem como, ao que ela também espera de si mesma.
Durante o dia, a pessoa que está cuidando da criança, pode perguntar-lhe se não está com vontade de ir ao banheiro, pois ela pode estar tão absorta que nem se lembre ou por não querer interromper o que está fazendo. À noite, antes de colocá-la para dormir, leve-a para fazer xixi e não ofereça muito líquido.
De qualquer forma, de dia ou de noite, os ¨acidentes¨ acontecem, são comuns e as crianças não têm culpa, portanto, não devem ser castigadas jamais.
É importante destacar que o controle esfincteriano não é inato, depende de aprendizagem, do amadurecimento do sistema nervoso e do condicionamento, que se dá devido à repetição dos comportamentos durante o treino.
Não se pode esquecer de que a criança viveu em fralda suja por muito tempo antes desse procedimento ser iniciado e que devia às pessoas cuidadoras o fato de ficar limpa e seca.
Para facilitar o sucesso infantil, os pais devem aguardar o momento certo, que é quando ela começa a ficar incomodada, estimulando-a a se desenvolver, sem pressão. Eles têm que ter a sensibilidade de perceber que a criança está pronta para aprender e não impor o procedimento, pois poderá levá-la a atitudes de rebeldia. Isto não significa que devam ser permissivos, o que atrapalharia o aprendizado.
O controle dos esfíncteres têm relação com o domínio do próprio corpo e com o controle das emoções, por isso é tão importante.
A criança aprende que não pode mais evacuar ou urinar onde e quando sentir vontade. Deverá controlar suas necessidades até chegar ao local correto.
Os pais podem se valer de brincadeiras, momentos descontraídos para ajudar seu filho a não se sentir pressionado e compreender que o controle do próprio corpo é uma conquista valiosíssima, pois está deixando de ser bebê, vai cuidar da higiene e da limpeza e evoluir cada vez mais.
É por este motivo que muitas escolas só aceitam crianças a partir de três anos, pois além de ela ter aumentado significativamente seu vocabulário, podendo se expressar melhor, também já deve ter deixado o uso da fralda e estar apta para fazer uso do banheiro para fazer suas necessidades fisiológicas.
De qualquer maneira, se a criança estiver em condições físicas saudáveis e emocionalmente equilibrada, aprenderá o controle dos esfíncteres naturalmente, sem grandes transtornos.
Ana Maria Morateli da Silva Rico
Psicóloga Clínica

Fonte:  http://guiadobebe.uol.com.br/tirando-a-fralda/

Terapia com cães ajuda portadores da síndrome de Down em Descalvado

Pesquisadores já percebem evoluções na parte física dos participantes.
Convivência social também é desenvolvida em crianças, jovens e adultos.


Uma terapia feita com cachorros está ajudando crianças e adultos portadores da síndrome de Down, em Descalvado (SP). Os pesquisadores já notam evoluções tanto na parte física como na convivência social.
O projeto existe há cerca de um ano. A presença dos animais ajuda os portadores da síndrome a desenvolver a coordenação motora, além de estimular a conviver melhor em grupo. “Com os cães eles acabam se soltando mais e ficando mais motivados”, disse a coordenadora do projeto Daniela do Nascimento.
Antes de ser um ‘terapeuta’, o cão passa pela avaliação do veterinário Cristian Leitão. Ele seleciona os cachorros, de acordo com o temperamento deles. “Não pode ter agressividade, não pode ter sensibilidade ao toque, tem que aceitar puxões, barulho alto”, explicou.
Os animais aprendem alguns comandos básicos para participar das atividades. “O cão vai andar junto, ele vai sentar, ele vai ficar parado para a criança passar a mão. Finalizando o adestramento dele a gente entra com a terapia”, disse Leitão.
Todos os cachorros são emprestados por uma empresa que apoia o projeto. “Com essas atividades, junto aos assistidos, a gente tem percebido uma melhora significativa nos animais. Estão cada vez mais aptos, cada vez melhores para desempenhar o papel deles, nos ajudando e fazendo testes”, afirmou gerente de pesquisa e desenvolvimento da empresa, Ivan Salvador.


Zildinha, da raça labrador, é uma das ‘terapeutas’. Ao todo, 13 pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, participam do projeto. A proposta do dia é administrar tarefas rotineiras, como dar um banho. “Nós conseguimos pegar a parte motor, a fala, a linguagem. Teve um ganho bem grande”, destacou a coordenadora Daniela.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2012/05/terapia-com-caes-ajuda-portadores-da-sindrome-de-down-em-descalvado.html

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Importância da amamentação para a formação da face

Amamentação materna contribui para o crescimento dos músculos e ossos faciais do bebê

Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados no ano passado, as mamães curitibanas amamentam seus bebês no peito por cerca de 10 meses, tempo inferior à média nacional que é de 11 meses. Por outro lado, o índice de aleitamento na primeira hora de vida é de 71,2%, enquanto a média nacional é de 67,7%. “A amamentação materna é de extrema importância, pois desenvolve e fortalece a musculatura orofacial e contribui no desenvolvimento da região dentofacial”, ressalta Gerson Köhler, ortodontista e ortopedista-facial da Köhler Ortofacial.
Com a amamentação, o bebê aprende a respirar e a realizar as funções de mastigação e deglutição corretamente. Durante os intervalos da sucção do leite, toda a musculatura é fortalecida. “Quanto mais o bebê puder mamar no seio da mãe, melhor será seu desenvolvimento. Os dentes decíduos (de leite) começam a aparecer mais tarde, por volta dos 6 meses, ocasião em que já há o crescimento facial necessário para tal”, explica o especialista.
De acordo com a fonoaudióloga Nilse Waltrick Köhler, especialista em Distúrbios Miofuncionais da Face da Köhler Ortofacial, o ato de mamar é que dá início a toda a dinâmica da cadeianeuromuscular das estruturas que fazem parte das funções de fonação, mastigação, respiração e deglutição. “Este sistema está totalmente ligado aos componentes do rosto e ao sistema respiratório”, acrescenta. 
Os estímulos feitos pela sucção estimulam a mandíbula, auxiliando no seu crescimento e no prepara para o futuro processo de mastigação. Nilse esclarece que a sucção é considerada a primeira fase que precede a mastigação e se ela não for realizada no tempo devido e da forma correta pode prejudicar o desenvolvimento das estruturas faciais. “As alterações nas funções respiratórias e de deglutição são nocivas e causam crescimento facial inadequado”, aponta a fonoaudióloga.
Gerson destaca que todo o comportamento motor neuromuscular da face é comandado pela sucção,  deglutição e respiração e por isso o aleitamento materno se torna fundamental no desenvolvimento harmônico e estético da face. “A amamentação contribui tanto na área nutricional quanto na afetiva e no crescimento muscular e ósseo do bebê”, acrescenta.
Quanto ao uso de mamadeira e chupeta, Nilse alerta que a criança pode adquirir hábitos inadequados, como respirar pela boca – o que altera o crescimento e desenvolvimento da face e causa distúrbios miofuncionais. “As chupetas artificiais acabam confundindo o bebê, ocasionando o mal posicionamento da língua no seio, reduzindo a quantidade de leite e consequentemente o desmame precoce”, observa.
Além disso, há outros danos como a falta de estímulo da musculatura orofacial – quando o bico da chupeta está muito aberto e a criança apenas engole o leite, sem exercitar os músculos – ou excesso de trabalho muscular, quando o bico é muito fechado e o bebê tensiona os músculos errados. “Isto acaba tornando as arcadas dentárias pequenas, sem espaço para os dentes e a língua”, complementa Gerson.
Nilse observa ainda que é através da sucção do leite materno que o bebê exercita e fortalece os músculos responsáveis pela articulação das palavras. “A língua, os lábios e a bochecha precisam ser estimulados para que a criança consiga - na época certa - falar corretamente”, finaliza.
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